Bovespa bate recorde historico e volta a ficar com saldo positivo no ano

 

 

Ásia-Pacífico - Os mercados asiáticos apresentaram sinais variados nesta quarta-feira (30/04). A realização de lucros, após três pregões seguidos de alta, fez o índice Hang Seng, da Bolsa de Hong Kong, perder 158,80 pontos, ou 0,6%, e fechou aos 25.755,35 pontos. O índice Xangai Composto subiu 4,8% e fechou aos 3.693,11 pontos. Na Bolsa de Taipé, em Taiwan, o índice Taiwan Weighted subiu 0,3% e fechou aos 8.919,92 pontos, com a procura por ações dos setores de tecnologia e financeiro. Já o índice Kospi da Bolsa de Seul subiu 0,8% e fechou aos 1.825,47 pontos, a maior pontuação desde 8 de janeiro. O índice Nikkei 225, da Bolsa de Tóquio, fechou em baixa de 0,31%, aos 13.849,99 pontos.

 

O índice PSE Composto da Bolsa de Manila recuou 0,2% e encerrou aos 2.749,77 pontos. O índice S&P/ASX 200 da Bolsa de Sydney caiu 0,2% e fechou aos 5.595,4 pontos. O índice Straits Times, da Bolsa de Cingapura, recuou 0,8% e fechou aos 3.147,79 pontos. O JSX Composto, da Bolsa de Jacarta, subiu 0,04% e fechou aos 2.304,51 pontos. O índice SET, da Bolsa de Bangcoc, caiu 0,1% e fechou aos 832,45 pontos. O índice composto de cem blue chips da Bolsa de Kuala Lumpur, na Malásia, perdeu 0,3% e fechou aos 1.279,86 pontos. Investidores realizaram lucros por conta do feriado do Dia do Trabalho e prevaleceu a cautela à espera da decisão do Fed.

 

Europa – As principais Bolsas européias fecharam em alta. A Bolsa de Paris teve alta de 0,39%, fechando com 4.996,54 pontos; a Bolsa de Frankfurt fechou em alta de 0,92%, com 6.948,82 pontos; a Bolsa de Milão subiu 0,55%, para 25.752 pontos; a Bolsa de Amsterdã subiu 0,92%, para 475,56 pontos; e a Bolsa de Zurique teve ganho de 0,90%, encerrando o dia com 7.529 pontos. O índice Ibex-35 da Bolsa de Madri subiu 91,10 pontos (0,66%) e fechou a 13.798,30 pontos. A exceção foi a Bolsa de Londres, que teve apenas uma ligeira variação negativa de 0,03%, fechando com 6.087,30 pontos; e para a Bolsa de Lisboa, que fechou em baixa de 0,54%, para 10.917,30 pontos.

 

Nova York – As Bolsas americanas fecharam. O Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) reduziu sua taxa de juros em 0,25 ponto percentual, e cortes de juros tendem a melhorar o humor dos investidores, mas a nota do Fed não deixou claro o que poderá fazer na próxima reunião. Na nota divulgada logo após o anúncio da decisão pelo corte dos juros, o Fed avaliou que a atividade econômica dos EUA e que, apesar de as leituras do núcleo da inflação terem melhorado um pouco, "os preços da energia e de outras commodities aumentaram, e alguns indicadores de expectativas de inflação subiram nos últimos meses". "A incerteza sobre o cenário de inflação permanece alta", diz a nota. O Fed também não deixou claro qual será a próxima ação sobre os juros --contrariando a expectativa dos analistas e investidores, de que fosse já emitir um sinal claro de fim do ciclo de cortes de juros.

 

O índice Dow Jones Industrial Average (DJIA), da Nyse (Bolsa de Valores de Nova York, na sigla em inglês), fechou em ligeira baixa de 0,09%, indo para 12.820,13 pontos, enquanto o S&P 500, também da Nyse, caiu 0,38%, para 1.385,59 pontos. A Bolsa eletrônica Nasdaq encerrou o dia em baixa de 0,55%, com 2.412,80 pontos.

 

São Paulo – A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) fechou em forte alta após o anúncio que o Brasil obteve o título de grau de investimento pela agência de notas de crédito Standard & Poor´s e voltou a ficar no azul no ano. O Ibovespa, principal índice de referência das ações brasileiras subiu 6,33%, a 67.868 pontos. Este patamar é recorde. O dólar comercial, por sua vez, repercutiu em direção contrária e caiu 2,46%, fechando vendido a R$ 1,663, a menor baixa diária desde agosto de 2007. No mês, a Bovespa acumula valorização de 11,32%, enquanto no ano saiu do negativo para acumular alta de 6,23%, depois de ter ficado no vermelho na sessão anterior.

 

A obtenção do selo de grau de investimento anima investidores porque alguns fundos internacionais só colocam dinheiro em países que têm esse status. "No curto prazo, gera euforia, e, no médio prazo, a gente vai ter algumas fontes de recursos que não podiam investir em países que não eram investment grade, afirma Vladimir Caramaschi, economista chefe da Fator Corretora . (Leia mais sobre a obtenção deste selo no artigo a seguir)

 

América Latina – O Índice de Preços e Cotações (IPC) da Bolsa Mexicana de Valores (BMV) fechou em leve alta de 0,04% (10,77 pontos), para 30.281,41 pontos. O principal indicador da Bolsa de Comércio de Buenos Aires, o índice Merval, fechou em alta de 1,23%, aos 2.095,53 pontos. O principal índice da Bolsa de Valores de Santiago do Chile, o IPSA, se recuperou e fechou com uma alta de 0,75% aos 2.989,41 pontos. 

 

O índice da Bolsa de Caracas fechou em alta de 0,88% (329,53 pontos), para 37.681,96 pontos. O principal índice da Bolsa de Valores da Colômbia, em Bogotá, o IBGC, fechou em alta de 1,46%, somando 9.921,38 pontos. Fontes: Reuters, EFE, AFP, Valor Online, Folha de São Paulo, Portal Exame, Lusa

 

 

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Brasil recebe titulo de grau de investimento pela agencia S&P

 

 

O Brasil obteve nesta quarta-feira (30/04) o título de grau de investimento pela agência de avaliação de rating Standard & Poor´s (S&P).  Com esta nova nota, o país entra no grupo de nações consideradas de pouca possibilidade de inadimplência. Isso significa que o Brasil passa a ser visto como de baixo risco para aplicações financeiras de estrangeiros. A nota de crédito (rating) para moeda estrangeira subiu de BB+ para BBB- com perspectiva estável e a nota para moeda local passou de BBB para BBB+, também com perspectiva estável. O rating para moeda local de curto prazo foi ajustado de "B" para "A-3". "A elevação reflete o amadurecimento das instituições brasileiras e a estrutura de política, como foi evidenciado pelo alívio da carga de dívida fiscal e externa e (reflete) as melhores perspectivas de tendência de crescimento", diz a analista de crédito da S&P Lisa Schineller.

 

"O comportamento do Brasil durante a crise deu espaço para a S&P fazer isso. A economia doméstica está se sustentando bem, o risco-país se mantendo na faixa dos 200 pontos, o crescimento econômico está bom, tanto que o BC (Banco Central do Brasil) está até aumentando juros, mostrando responsabilidade quanto à inflação", afirma o economista-chefe da Fator Corretora, Vladimir Caramaschi. Caramaschi é um dos que não acreditavam nessa nova nota para tão breve. "Eu particularmente não esperava para agora, em parte pela fragilidade fiscal do país e em parte porque achava que as agências seriam mais cautelosas neste momento de crise", diz.

 

Dólar mais baixo ainda - Na opinião do diretor-executivo da NGO Corretora de Câmbio, Sidnei Moura Nehme, esse grau de investimento veio em um momento difícil em que o dólar está com a cotação baixa. "Isto vai facilitar o ingresso de moeda estrangeira, e a cotação vai ficar mais baixa ainda. É uma coisa boa, mas para o Brasil é perigosa", afirma.

 

Nicola Tingas, economista-chefe da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) alertou apenas para um movimento especulativo na Bolsa (Bovespa, a Bolsa de Valores de São Paulo) no curto prazo, mas disse que o Brasil terá novas oportunidades de atração de recursos. "Estruturalmente o investment grade é uma excelente oportunidade para o país, inclusive para a diminuição dos juros e para atrair fundos, o que dá margem para o país ser ousado na área fiscal e na desoneração tributária", afirmou.

 

Por fim, o economista-chefe da López León Markets, Flávio Serrano, comenta que a crise mundial de crédito auxiliou o Brasil a conseguir o grau de investimento, pois mostrou que o país tem condições de superar problemas externos. "Eu já previa que sairia neste ano ainda, mas é sempre uma boa notícia. Pela diferença (entre outros títulos) que o Brasil pagava, o mercado já considerava o Brasil como grau de investimento. Ele veio principalmente pela evolução das contas externas - o Brasil é credor líquido já - e pelas contas do governo, que teve superávit nominal", afirma.

 

O Brasil é a 14ª economia a ter seus créditos soberanos elevados para grau de investimento pela Standard&Poor´s. Existem outras agências de avaliação de risco, segundo as quais o país ainda não atingiu esse nível, como a Fitch e Moddy's que colocam o Brasil a um degrau do grau de investimento. "A atualização reflete a maturação das instituições do Brasil e do quadro político, como demonstra a melhora no âmbito fiscal e da dívida externa, além da melhora nas perspectivas de crescimento", afirma.

 

A Standard & Poor´s diz que apesar de muitos países "pares" do Brasil, que também possuem grau de investimento terem dívida pública líquida menor, o modo como o Brasil vem gerindo seus compromissos atenua qualquer risco de ficar inadimplente. Para a analista da S&P, "a dívida geral do governo continua mais alta do que a de muitos países classificados em 'BBB', mas um histórico bastante previsível de políticas fiscal e de administração de dívida pragmáticas mitigam esse risco", acrescentou ela.

 

A obtenção do grau de investimento pelo Brasil era esperada ainda em 2008 por grande parte dos economistas, mas havia alguns dissidentes que apostavam que essa mudança ocorreria somente no próximo ano. Fonte: UOL Economia

 

 

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GM teve prejuizo de US$ 3,251 bilhoes no primeiro trimestre

 

 

A montadora americana General Motors (GM) registrou prejuízos de US$ 3,251 bilhões durante o primeiro trimestre deste ano por causa dos resultados negativos do GMAC, braço financeiro da montadora, e ao custo das medidas de apoio de sua antiga subsidiária Delphi. No primeiro trimestre de 2007, a GM teve um prejuízo de US$ 42 milhões.

 

Segundo a empresa, os resultados do primeiro trimestre de 2008 incluem US$ 1,45 bilhão de despesas atribuídas à participação na GMAC e US$ 731 milhões de despesas relacionadas às medidas de apoio à Delphi e ao processo de reestruturação.

 

Outras despesas foram US$ 394 milhões em impostos diferidos na Europa e US$ 324 milhões devido às ações de reestruturação empreendidas na Europa e na América do Norte. Excluídas estas verbas contábeis especiais, os prejuízos da GM teriam sido reduzidos para US$ 350 milhões.

 

O presidente e executivo-chefe da GM, Rick Wagoner, afirmou em comunicado que a empresa continuará usando sua gama mundial de produtos para aproveitar o crescimento nos mercados emergentes e, ao mesmo tempo, toma as medidas apropriadas para enfrentar "as difíceis condições econômicas nos Estados Unidos".

 

As operações do setor automotivo registraram um lucro antes de impostos de US$ 392 milhões, em comparação aos US$ 231 milhões do mesmo período de 2007. A General Motors na América do Norte perdeu US$ 812 milhões antes de impostos, após obter uma receita de US$ 24,5 bilhões, o que representa uma queda de US$ 3,6 bilhões com relação ao primeiro trimestre de 2007.

 

Na Europa, a GM ganhou US$ 75 milhões antes de impostos, uma melhora em relação aos US$ 4 milhões recebidos há um ano. Na região da América Latina, África e Oriente Médio, o fabricante ganhou US$ 517 milhões, mais que o dobro de 2007. E na Ásia-Pacífico, o lucro foi de US$ 286 milhões, o dobro do mesmo período do ano anterior.

 

Wagoner disse que nos próximos meses a GM se concentrará no "crescimento nos mercados emergentes e em acelerar a reestruturação das atividades nos EUA para conseguir uma rentabilidade sustentável". Fonte: EFE

 

 

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Vivo anuncia lucro de R$ 89 milhoes no primeiro trimestre

 

A Vivo obteve um lucro de R$ 89,61 milhões no primeiro trimestre, contra prejuízos de R$ 19,3 milhões no mesmo período do ano passado, anunciou nesta quarta-feira a operadora brasileira de telefonia celular.

 

Este é o terceiro resultado positivo consecutivo da maior operadora de telecomunicações móveis do Brasil, que é detida em partes iguais pela Portugal Telecom (PT) e pela espanhola Telefónica.

 

Para os resultados dos primeiros três meses deste ano contribuíram o aumento das receitas, com a alta do número de usuários, e um "rígido controle sobre os custos", afirmou hoje o presidente da empresa, Roberto Lima. "Foi um trimestre de grandes realizações para a Vivo, a marca mais valiosa do secor de telefonia móvel", destacou Lima em uma conferência com os analistas de mercado.

 

O EBITDA (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) aumentou 27% para R$ 961,2 milhões no período em análise. A margem EBITDA foi de 28,8% entre janeiro e março, o que representou um aumento de 2,3 pontos percentuais em relação ao primeiro trimestre do ano passado. As receitas da Vivo aumentaram 16,9%, para R$ 3,33 bilhões, com destaque para a alta de 47,7% do faturamento com serviços de dados. No mesmo período, os custos operacionais aumentaram 13,2% para R$ 2,37 bilhões, resultado do aumento de impostos e de gastos com interconexão com outras operadoras.

 

Roberto Lima disse que a Vivo encerrou março com 34,32 milhões de usuários, um aumento de 18,2% em relação ao mesmo mês de 2007, e uma cota de mercado de 27,3%. "Com a incorporação da Telemig Celular, no início de abril, vamos iniciar o segundo trimestre com 38 milhões de usuários", disse o gestor, referindo-se à aquisição da operadora de telefonia do Estado de Minas Gerais. Os investimentos da maior operadora do hemisfério Sul aumentaram 9% para R$ 256,6 milhões no período em análise. Fonte: Lusa

 

 

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SAP registra queda de 22% no lucro do 1º trimestre

 

A empresa alemã de softwares corporativos SAP anunciou hoje (30/04) uma queda de 22% em seu lucro líquido no primeiro trimestre, para 242 milhões de euros. Segundo a companhia, a retração no lucro é decorrência da incorporação da Business Objects e da debilidade do dólar frente ao euro. Ainda assim, a empresa obteve aumento de 14% em suas vendas, que chegaram a 2,46 bilhões de euros. Com o resultado, a empresa aumentou suas expectativas para o fechado do ano.

 

Apenas com a venda de softwares, o faturamento da SAP cresceu 11%, para 622 milhões de euros. Essa expansão é considerada importante, uma vez que são essas vendas de programas que vão gerar, no futuro, mais receitas de serviços como atualizações e manutenção. O faturamento da empresa com esse tipo de serviço aumentou 15% entre janeiro e março, em comparação com os mesmos meses de 2007, chegando a 1,73 bilhão de euros.

 

"Nossa estratégia de crescimento, que compreende três pilares - companhias já clientes, pequenas e médias empresas e programas para usuários corporativos - está funcionando muito bem", disse o executivo-chefe da empresa, Henning Kagermann. "Nossa forte e contínua performance pode ser parcialmente atribuída a nossa liderança em todas as regiões do mundo, o que faz da SAP uma companhia de softwares realmente global", acrescentou em nota.

 

A companhia, porém, afirmou que poderá levar entre 12 e 18 meses a mais para alcançar a meta de faturar 640 milhões de euros com seu novo pacote de programas Business ByDesign, além de alcançar 10 mil clientes em todo o mundo. O prazo inicial era atingir essas marcas em 2010. "Ainda assim, a companhia vai utilizar as inovações e tecnologia do Business ByDesign nos programas atuais e isso vai contribuir significativamente com o faturamento global da SAP até 2010", afirma a companhia em nota.

 

Para o fechado deste ano, a companhia espera que o faturamento com softwares e serviços, excluindo a contribuição da Business Objects, aumente entre 12% e 14%. Além disso, anunciou um novo programa de recompra ações no valor total de 250 milhões de euros. Fonte: Valor Online

 

 

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Gol sofre outro prejuizo com peso da Varig

 

 

A Gol anunciou nesta quarta-feira (30/04) seu segundo prejuízo trimestral consecutivo pressionada por problemas com a unidade Varig e custos maiores com combustíveis que minimizaram tráfego maior de passageiros. A companhia teve um prejuízo de 74,1 milhões de reais no primeiro trimestre, ante lucro de 91,58 milhões de reais obtido em igual período de 2007. No quarto trimestre, a empresa sofreu prejuízo líquido de 29,54 milhões de reais, de acordo com normas brasileiras (BR Gaap).Em termos contábeis norte-americanos (US Gaap), a Gol teve prejuízo de 3,5 milhões de reais de janeiro a março contra lucro de 116,6 milhões de reais um ano antes.

 

A Gol, segunda maior companhia aérea do país atrás da TAM, também reduziu previsão de frota para este ano de 112 para 108 aeronaves. A companhia planeja devolver aviões mais antigos e gradualmente substituir esses aparelhos por mais jatos da família 737 NG da Boeing, que são mais eficientes em consumo de combustível.

 

A última linha dos resultados da Gol tem sido atingida desde que a companhia comprou no ano passado a Varig, que estava à beira do colapso. A companhia atualmente está tentando recuperar a Varig para reduzir a estrutura de custo da unidade para os mesmos patamares da Gol.

 

Excluída a Varig, que cancelou três rotas internacionais em março e tem planos de abandonar mais duas por causa da alta dos combustíveis, a Gol informou que obteria lucro líquido de 200,1 milhões de reais no primeiro trimestre, segundo normas US Gaap.

 

A Gol planeja encerrar aos poucos as rotas remanescentes da Varig para Europa e México nos próximos meses e se concentrar no Brasil e América do Sul, onde acredita que a Varig está melhor posicionada para ter lucro com o crescente mercado de aviação da região.

 

"Nossa estratégia é reforçar nossas operações na América do Sul. Isso significa tomar medidas para padronizar nossa frota e aproveitar isso com vôos onde temos vantagem competitiva em termos de custos", informou o presidente-executivo da Gol, Constantino de Oliveira Júnior, em teleconferência.

 

No aguardo de aprovação - Executivos da Gol disseram que esperam que a empresa receba aprovação regulatória para a compra da Varig no segundo trimestre deste ano, o que permitirá à companhia fundir as duas operações sob um mesmo guarda-chuva e explorar sinergias. "Acreditamos agora que a Varig está no caminho para ser uma contribuidora positiva ... até o final de julho", disse o vice-presidente financeiro da Gol, Richard Lark.

 

A receita líquida da companhia disparou 54,3 por cento no primeiro trimestre na comparação com o mesmo período de 2007, para 1,6 bilhão de reais. O resultado foi apoiado em uma alta significativa no volume de passageiros, de 21,8 por cento, para 6,4 milhões de pessoas.

 

Os custos operacionais saltaram 77,7 por cento no trimestre para 1,63 bilhão de reais, incentivado por aumento de 83,8 por cento nos gastos com combustível e também por despesas duas vezes maiores com prestação de serviços. A frota da empresa foi ampliada em 44 aeronaves no primeiro trimestre em relação ao mesmo período do ano passado.

 

E os custos com combustíveis devem continuar avançando, colocando pressão sobre a Gol e outras companhias aéreas para aumento de tarifas. Nesta quarta-feira, a Petrobras informou que vai aumentar os preços do querosene de aviação em 6,6 por cento a partir de 1o de maio. As ações da Gol avançaram 1,50 por cento, para 26,34 reais, no pregão desta quarta-feira. Fonte: Reuters

 

 

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Gestao profissional torna Samcil um dos planos de saude mais rentaveis

 

Alta rentabilidade e baixo custo
Após passar por uma profunda reestruturação, que já se reflete nos números, a Samcil tem planos de estrear na bolsa no segundo semestre
Faturamento(1)
Samcil 400 milhões
Amil 3,4 bilhões
Medial 1,6 bilhão
Rentabilidade(2)
Samcil 12%
Amil 11%
Medial 4,9%
Custo por paciente(3)
Samcil 61%
Amil 68%
Medial 73%
(1) Em reais, em 2007
(2) Margem Ebitda
(3) Percentual de sinistralidade, com custo do atendimento sobre a receita
 

Desde que assumiu o comando da Samcil, há dez anos, o engenheiro Mauro Bernacchio perseguiu de forma obstinada um único objetivo: arrumar a casa e tornar a empresa a maior operadora de saúde do país. A primeira parte do plano deve se tornar realidade no segundo semestre, quando um complicado processo de reestruturação chega ao fim. Com a empresa saneada, Bernacchio acredita que finalmente poderá dar início à segunda parte da estratégia, por meio da abertura de capital da Samcil. Consumidor disciplinado de livros que tratam de histórias de empresas bem-sucedidas, Bernacchio se inspirou nas melhores experiências do Brasil e do mundo para profissionalizar a administração da operadora. O regime de meritocracia rigidamente medido e regiamente remunerado hoje em vigor na empresa foi adaptado de um programa semelhante da americana General Electric. A estrutura de negócios, dividida em unidades independentes e comandadas por líderes com total autonomia de decisão, foi inspirada no modelo da construtora brasileira Odebrecht.

 

Durante a implantação desse novo modelo, Bernacchio trocou 50 dos 65 altos executivos da Samcil. Além disso, numa ação de alto risco para seu próprio pescoço, se empenhou em uma cruzada contra os oito familiares do fundador da empresa, o médico Luiz Roberto Silveira Pinto, que ocupavam cargos de direção e gerência na companhia. Entre os parentes empregados havia sobrinhos e primos. "Eles não tinham competência para estar nessas funções", diz Bernacchio. A insurgência contra os parentes do fundador foi a tarefa mais custosa para Bernacchio. O executivo precisou de dois anos -- e muita paciência -- para ganhar a confiança do controlador da empresa e daí então afastar todos os familiares dos cargos. Apesar de estar totalmente profissionalizada, a Samcil ainda enfrenta disputas na Justiça com um dos parentes do fundador. A empresa tenta ser ressarcida judicialmente pela quebra de acordo por um dos sobrinhos de Silveira, Ricardo Silveira de Paula, que até 1999 dirigia a operação da empresa na região do ABC paulista. A direção da Samcil o acusa de ter se apossado irregularmente de três hospitais da rede e de uma carteira de 200 000 clientes. De acordo com Bernacchio, Paula não teria cumprido um acordo com a empresa, que previa sua con tinuidade à frente da operação mediante o pagamento de aluguéis e repasses de royalties -- o que gerou um passivo estimado em 50 milhões de reais.

 

Como atua num setor caracterizado por pouca transparência, a Samcil está se precavendo para diminuir o impacto dessa última pendência em um possível processo de IPO. Além de não contabilizar os hospitais e beneficiários pendentes pela disputa judicial, a operadora está se baseando nos exemplos dos IPOs de suas concorrentes para conseguir melhor avaliação pelo mercado. No ano passado, deu início à simplificação de sua estrutura societária, com a orientação da consultoria Ernst&Young, para obter maior transparência operacional. O processo, que deve ser finalizado nos próximos meses, tem como objetivo reunir todas as 20 empresas sob um único guarda-chuva -- exatamente como fez a concorrente Medial antes de ir à bolsa. Com faturamento de 3,4 bilhões de reais, a Amil também abriu o capital recentemente, o que lhe deu musculatura para aquisições. No momento, a empresa negocia a compra da Golden Cross.

 

Os grandes atrativos da Samcil em um IPO são o nicho em que atua e seus números. A empresa opera com foco nas classes C e D, mercado que tem enorme potencial de crescimento. Atualmente, apenas 30% desse público paga por convênio médico, mas, com a melhora da economia e o aumento de renda, a tendência é que esse número possa chegar a 50% nos próximos anos. Outro trunfo é sua estrutura de custos. Com faturamento de 400 milhões de reais, a Samcil investiu ao longo dos anos em hospitais e clínicas próprias para verticalizar os serviços prestados. Assim, evita fraudes e pode oferecer preços até 15% mais baixos que a concorrência. Sua operação de assistência ao beneficiário tem menor custo com relação à receita (sinistralidade) e maior rentabilidade que as concorrentes que já foram à bolsa. "Nesse mercado as margens são apertadas e a empresa mais rentável será a que souber administrar bem os custos", diz Fernando Barreto, da consultoria especializada em planos de saúde Primeira Consulta.

 

Considerada bem administrada, a Samcil tem sido assediada regularmente. A Medial já tentou comprá-la três vezes. A última foi no mês passado. Pela proposta, intermediada por Joffre Salies, vice-presidente do Credit Suisse, a aquisição seria feita com ações da Medial e o fundador da Samcil se tornaria sócio minoritário da empresa com direito a uma cadeira no conselho de administração. "O doutor Silveira Pinto nem quis saber o valor da oferta", diz um consultor próximo à Samcil. "A resposta, ríspida, foi que, se por acaso a Medial estiver à venda, ele compra." Os donos da Samcil, tanto no discurso como na prática, têm rejeitado o papel de "noiva do mercado". Em 2007, a companhia investiu 52 milhões de reais em três aquisições, todas operadoras regionais de planos de saúde. "Com os recursos captados no IPO, queremos fazer compras ainda maiores", diz Bernacchio. Nesse jogo, assim como em tantos outros, quem não compra é vendido. Fonte: Portal Exame

 

 

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Tensao pre-feriado e reuniao do Fed faz Bovespa voltar a ficar no vermelho no ano

 

 

Ásia-Pacífico - As principais Bolsas asiáticas chegaram perto de seu maior nível em três semanas nesta terça-feira (29/04), antes da reunião sobre juros do Federal Reserve e da divulgação de dados econômicos que podem desmotivar ou incentivar os mercados a voltarem a um estado de alerta de recessão como aconteceu em fevereiro e março.

 

Apesar da temporada de resultados ter desgastado os nervos na Europa e Estados Unidos, fortes resultados corporativos do Bank of China ajudou o índice Hang Seng da Bolsa de Hong Kong a fechar em alta de 0,97%, em 25.914 pontos, maior patamar em três meses. A Bolsa de Xangai subiu 1,4% e Taiwan caiu 2,1%. A Bolsa de Seul recuou 0,64%, a 1.811 pontos. Cingapura se desvalorizou em 0,91%. A Bolsa de Sydney fechou em leve alta de 0,07%, aos 5.606 pontos. Não houve operações em Tóquio por causa de feriado.

 

O índice SET da Bolsa de Valores de Bangcoc caiu 2,79 pontos (0,33%) e fechou a 833,63 pontos. O índice KLCI da Bolsa de Valores de Kuala Lumpur caiu 11,66 pontos (0,90%) e fechou a 1.283,65 pontos. O índice JCI da Bolsa de Valores de Jacarta subiu 49,22 pontos (2,18%) e fechou a 2.303,53 pontos. Já o índice PSE da Bolsa de Valores de Manila subiu 14,85 pontos (0,54%) hoje e fechou a 2.754,29 pontos.

 

Europa – As Bolsas européias fecharam em baixa, mesmo com os lucros da BP (British Petroleum) e da Royal Dutch Shell impulsionando as ações do setor petrolífero. (leia sobre este resultado nos artigos seguintes).

 

A Bolsa de Londres encerrou o dia com ligeira variação negativa de 0,02% e ficou com 6.089,40 pontos; a Bolsa de Paris teve baixa de 0,71%, ficando com 4.977,10 pontos; a Bolsa de Frankfurt caiu 0,58%, para 6.885,34 pontos; a Bolsa de Amsterdã fechou em baixa de 0,21%, com 471,22 pontos; a Bolsa de Milão perdeu 0,33%, fechando com 25.612 pontos; e a Bolsa de Zurique caiu 1,17%, fechando com 7.462 pontos.

 

O índice Ibex-35 da Bolsa de Madri caiu 170,60 pontos (1,23%) e fechou a 13.707,20. A Bolsa de Lisboa fechou em baixa de 1,26%, para 10.976,30 pontos. A maior queda entre as praças européias foi reflexo do desempenho negativo de BCP (maior banco luso privado), EDP (controladora da Energias do Brasil) e Portugal Telecom (uma das donas da Vivo).

 

Nova York – Os índices Dow Jones e S&P 500 fecharam em leve queda à medida que uma baixa no setor farmacêutico anulou o alívio com o recuo dos preços do petróleo. O Dow Jones teve baixa de 0,31 por cento, a 12.831 pontos. O Standard & Poor's 500 caiu 0,39 por cento, a 1.390 pontos. O Nasdaq teve oscilação positiva de 0,07 por cento, a 2.426 pontos.

 

O volume negociado foi limitado pela expectativa dos investidores um dia antes da decisão do Federal Reserve. O mercado espera que o banco central norte-americano corte a taxa de juro e sinalize o fim da série de reduções iniciada em setembro.A queda do petróleo deu impulso às ações de companhias aéreas, mas prejudicou ações ligadas ao setor energético. As ações da Merck & Co caíram mais de 10 por cento um dia após a empresa afirmar que os reguladores norte-americanos reprovaram um novo remédio contra colesterol.

 

São Paulo – Depois de acumular mais de 7% de alta em abril até ontem (28/04), A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) fechou aos 63.825,74 pontos, em queda forte de 2,82%, a maior perda porcentual desde 19 de março passado (-5,01%). Com o desempenho do dia, a Bovespa diminuiu os ganhos acumulados em abril a 4,69% e inverteu novamente o desempenho de 2008: agora tem perda de 0,09%. O volume financeiro negociado no dia totalizou R$ 5,12 bilhões. No câmbio, o dólar comercial subiu 0,95%, vendido a R$ 1,705, voltando a fechar acima de R$ 1,70 após três semanas abaixo do patamar.

 

Na Bolsa brasileira, os investidores em ações aproveitaram a cautela nos Estados Unidos por causa da reunião do Fed e engataram uma forte realização de juros. Essa expectativa serviu também de justificativa para a desvalorização dos metais básicos e para o petróleo, impactando as blue chips (ações de primeira linha) Vale e Petrobras na Bovespa. Petrobras PN despencou 3,97% e Vale PNA recuou 2,47%. (Você pode acompanhar o desempenho das ações da Petrobras e Vale na seção Placar Eletrônico da Casa, na coluna ao lado).

 

América Latina – O Índice de Preços e Cotações (IPC) da Bolsa Mexicana de Valores (BMV) fechou em queda de 1,15%, para 30.270,64 pontos. O índice Merval, da Bolsa de Buenos Aires, fechou em queda de 1,90%, para 2.070 pontos. O principal indicador da Bolsa de Valores de Santiago do Chile fechou com queda de 1,31%, até 2.967,00 pontos.

 

O índice da Bolsa de Caracas fechou em queda de 0,90% (338,43 pontos), para 37.352,43 pontos. O índice IGBC da Bolsa de Valores da Colômbia, em Bogotá, fechou com alta de 0,47%, até 9.778,07 pontos, impulsionado pelo anúncio da Ecopetrol sobre a descoberta de petróleo e gás em um poço no sul do país. Fontes: Reuters, EFE, AFP, Valor Online, Folha de São Paulo

 

 

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Acoes da Le Lis Blanc despencam 20% na estreia na Bovespa

 

As ações da grife de moda feminina Le Lis Blanc despencaram 20% em sua estréia na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) nesta terça-feira (29/04). Os papéis fecharam o pregão cotados a 5,40 reais, na mínima do dia.

 

O movimento evidencia que o mercado ainda não está propício para novas aberturas de capital. A previsão inicial da Le Lis Blanc era fixar o preço de suas ações entre 10,50 reais e 12,50 reais, mas as condições de mercado obrigaram a companhia a rever sua faixa de preço para baixo, ficando entre 7,50 reais e 8,50. Ainda assim, as ações saíram abaixo do mínimo, a 6,75 reais. A Le Lis Blanc chegou a alterar duas vezes a data de lançamento de suas ações, que inicialmente estava marcada para o dia 25 de abril.

 

Dez dias atrás, a empresa de produtos de consumo Hypermarcas lançou suas ações na Bovespa e também sofreu desvalorização. Na estréia, os papéis da empresa caíram 1,76%, depois de já terem saído abaixo do piso estimado pelos coordenadores da oferta pública. Fonte: Guia do Investidor

 

 

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Santander anuncia lucro de R$ 688 milhoes no Brasil no primeiro trimestre

 

O Grupo Santander divulgou hoje (29/04), em relatório sobre o primeiro trimestre do ano, que faturou na América Latina 729 milhões de euros (US$ 1,1 bilhão ou R$ 1,914 bilhão) e que o Brasil foi novamente o país em que mais lucrou na região, com 262 milhões de euros (US$ 393 milhões ou R$ 688 milhões), o que representa um aumento de 16,5% em relação ao mesmo período do ano passado.

 

A entidade informou que os lucros na América Latina, que mostram um aumento anualizado de 7,1%, representam aproximadamente um terço do faturamento líquido trimestral global do Grupo, que chegou a 2,2 bilhões de euros (US$ 3,4 bilhões).

 

Depois do Brasil, o país que mais deu lucros ao Santander na América Latina foi o México, com 188 milhões de euros (US$ 294 milhões) e um aumento anualizado de 20,9%, e o Chile, com 133 milhões de euros (US$ 208 milhões), o que representa uma melhora de 1,7% em relação aos primeiros três meses de 2007.

 

A Venezuela vem em seguida, com um lucro líquido de 53 milhões de euros (US$ 82 milhões) e um aumento anualizado de 16,2%. A empresa também registrou aumento na Argentina, onde o grupo lucrou 50 milhões de euros (US$ 78 milhões), 5,7% a mais que no mesmo período de 2007, e na Colômbia, com o faturamento líquido de oito milhões de euros (US$ 12 milhões), em um aumento anualizado de 2,8%.

 

Desvinculação do Real ABN - O banco Santander espera para agosto a desvinculação do banco Real do ABN Amro. Segundo informou o presidente do Santander no Brasil, José Paiva Ferreira, está previsto para 31 de outubro a apresentação dos planos e do cronograma de incorporação do Real ao Santander no Brasil, dez meses depois que o negócio foi fechado. "Estamos aguardando a autorização do Banco Central da Holanda para que o Real saia do ABN Amro. A previsão é que isso ocorra até o final de agosto. A integração total dos dois bancos deverá ocorrer em três anos", informou Ferreira.

 

Ele descartou ainda que os planos de incorporação do Real incluam a demissão de funcionários, como temem os sindicatos dos trabalhadores. Ferreira informou, inclusive, que há intenção de abertura de novas agências no país independentemente da fusão das duas operações. "Não temos nenhum plano pensando em demissões. Sou positivo quanto a isso. E vimos a necessidade de abrir mais agências do que temos hoje. O histórico do Santander é de crescimento também com o Real", disse. Fonte: Folha de São Paulo

 

 

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Citigroup fara oferta de acoes de US$ 3 bilhoes para reforcar capital

 

O Citigroup anunciou hoje que vai lançar uma oferta de novas ações ordinárias com o objetivo de levantar US$ 3 bilhões em capital. A operação deve melhorar o índice de solvência do banco e permitir que a instituição mantenha o ritmo dos empréstimos, após as baixas contábeis de mais de US$ 25 bilhões realizadas nos últimos trimestres,

 

"Estamos emitindo ações ordinárias neste momento para continuar otimizando nossa estrutura de capital", disse Gary Crittenden, executivo-chefe de Finanças do Citigroup, em comunicado. "Estamos contentes com o forte interesse que já recebemos em relação a esta oferta", afirmou.

 

O banco disse que a oferta de US$ 3 bilhões em ações ordinárias, em combinação com a emissão de US$ 6 bilhões em ações preferenciais já anunciada elevaria o patrimônio de referência de nível 1 do banco para um índice próximo de 8,5% ao final de março, em contraposição aos 7,7% publicados. Fonte: Valor Online

 

 

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A briga do varejo pelo segundo lugar no comercio eletronico

 

 

O comércio eletrônico no Brasil é um universo distinto do varejo tradicional, mas há um ponto em que ambos são muito parecidos. Da mesma forma que a Casas Bahia tornou-se líder absoluta na venda de móveis, eletrodomésticos e eletrônicos no país, a B2W, empresa que concentra os sites Submarino e Americanas.com, domina o varejo online, com 54% de todo o faturamento do setor. Em ambos os cenários, o posto de número 1, de tão distante, já nem é mais tão relevante para os concorrentes, que se engalfinham em torno do segundo lugar. Na internet, a vice-liderança do mercado é ocupada pelo MagazineLuiza.com, seguido de perto por Comprafacil.com, PontoFrio.com e Extra.com. É uma competição dura, que neste ano deve se acirrar com a chegada de novos concorrentes, como Wal-Mart e Carrefour -- isso sem contar a própria Casas Bahia, que desde o ano passado vem ensaiando sua estréia na internet. Todas essas empresas querem garantir seu quinhão em um setor que cresceu 43% em faturamento em 2007, registrou vendas de 6,3 bilhões de reais e deve praticamente dobrar de tamanho até 2010, segundo pesquisas da consultoria e-bit.

 

As vendas pela internet no Brasil seguem uma lógica peculiar. Para o consumidor online, o tamanho da empresa no varejo físico tem pouca relevância no momento da escolha da loja virtual em que fará suas compras. Grandes redes, como Ponto Frio e Extra, estão longe de refletir na internet o peso que têm no varejo tradicional. O Extra.com, principal bandeira do grupo Pão de Açúcar na internet, com faturamento de 218 milhões de reais, detém apenas 3% do mercado e está atrás do Comprafacil.com, loja online do pouco conhecido grupo carioca Hermes, especializado em venda por catálogo. Apesar de existir desde 2000, o site Extra.com passou pelo menos seis anos mergulhado em um estado de letargia, do qual só despertou no ano passado, quando começou a corrigir problemas como dificuldade de navegação, sistemas desatualizados e sortimento limitado de produtos. A loja online do Extra também compartilhava os estoques da rede física, o que implicava uma considerável perda de agilidade frente aos concorrentes com estoques independentes, como a Lojas Americanas e a Americanas.com. "Nos últimos meses, promovemos várias melhorias no site e estamos empenhados em buscar maior eficiência operacional para aumentar as vendas", diz Oderi Gerin Leite, diretor de operações do Extra.com.

 

Ao contrário do que acontece em países como os Estados Unidos, onde os consumidores compram quase tudo pela internet, os internautas brasileiros buscam na web um grupo restrito de produtos -- basicamente eletroeletrônicos, material de informática e livros. "O brasileiro tem resistência a comprar pela internet itens como roupas, tênis ou cosméticos, que ele prefere experimentar e testar antes", diz Pedro Guasti, diretor-geral da consultoria e-bit, especializada no setor. Até hoje, quem contrariou essa espécie de regra dos manuais do setor teve problemas. O Carrefour, maior rede de supermercados do Brasil, por exemplo, concluiu que operações de e-commerce que envolvem alimentos são complexas, traumáticas e nem sempre rentáveis. Esse tipo de produto exige transporte específico e uma sofisticada rede de distribuição, o que eleva drasticamente o preço final. Em junho do ano passado, a rede francesa firmou um acordo com a Amadeus, multinacional especializada em programas de venda online de passagens aéreas e pacotes de viagem -- a idéia era estrear um site de viagens em novembro, projeto que foi adiado e deve começar a funcionar ainda no primeiro semestre. Paralelamente, o Carrefour prepara um outro portal, voltado para categorias mais maduras, como produtos de bazar, eletrodomésticos e informática, que respondem hoje por 70% do mercado online. A loja virtual deve entrar em funcionamento até o fim deste ano. O Wal-Mart, que também abrirá sua loja virtual no Brasil em 2008, venderá basicamente eletrônicos e livros. Seu trunfo serão as promoções e os descontos agressivos, marca registrada das lojas físicas. "O maior erro dos grandes varejistas é tratar as lojas online e físicas como apêndice umas das outras. São negócios diferentes, que precisam ser tratados de forma completamente distinta", diz Gastão Mattos, presidente da consultoria paulista MCash.

 

O principal desafio para as empresas que buscam crescer no varejo online é ganhar a confiança do internauta oferecendo preços competitivos, pontualidade na entrega e, principalmente, mecanismos de segurança nas transações financeiras feitas no site. "O maior medo do consumidor é não receber o produto. E quem tem tradição no varejo online já sai na dianteira na preferência do comprador", diz o analista Ricardo Almeida, da consultoria de planejamento estratégico virtual I-Group. O Submarino, criado em 1999, é ainda hoje a maior referência do setor. De maneira semelhante, o Comprafacil.com, em operação desde 2003, tem se beneficiado da experiência do grupo Hermes com venda a distância. No ano passado, o site cresceu 150% em relação a 2006, apostando em um novo modelo de negócios muito próximo da estratégia da B2W para o Submarino. "Ampliamos os serviços, como revelação digital de fotos, venda de pacotes de viagens e flores no site", diz Gustavo Bach, diretor de marketing da empresa. "Em breve teremos ferramentas como sistema de comparação de preços, de marcas e de produtos à venda no site com os da concorrência." O objetivo imediato é alcançar um faturamento de 600 milhões de reais até o fim deste ano, ultrapassar o MagazineLuiza.com e chegar à vice-liderança, com todo o prestígio que a posição possui. Fonte: Portal Exame

 

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Lucro da BP avanca 48% no primeiro trimestre; ganhos da Shell crescem 12%

 

As gigantes do setor petrolífero BP (British Petroleum) e Royal Dutch Shell superaram as expectativas ao registrarem aumentos de lucros do primeiro trimestre. A BP teve um crescimento de 48% em seus lucros, que ficaram em US$ 6,6 bilhões; já a Shell informou que obteve no período um lucro líquido de US$ 9,083 bilhões, 25% a mais que no mesmo período de 2007.

 

"Isso serve como atrativo para os investidores, mostrando o que ambiente de altos preços das commodities realmente significa para o setor petrolífero", disse o analista Paul Andriessen, do banco Fortis em Amsterdã.

 

As empresas petrolíferas têm se beneficiado da recente disparada dos preços do petróleo; o barril do petróleo cru chegou a atingir na Bolsa Mercantil de Nova York nos últimos dias valores próximos a US$ 120.

 

Para o analista James Neale, do Citigroup, "o cenário parece que permanecerá forte no segundo trimestre, com a expectativa de um preço médio de US$ 107 por barril".

 

Os ganhos das duas empresas também elevaram as expectativas para os resultados de outras gigantes, como Exxon Mobil e Chevron, dos EUA; BG, do Reino Unido; e Total, da França.

 

Ontem, o presidente da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), Chakib Khelil, disse a um jornal argelino que o preço do petróleo pode atingir US$ 200. Segundo ele, os preços podem subir até US$ 200, mesmo que considere que a oferta do produto é adequada, devido à desvalorização do dólar --moeda pelo qual a commodity é cotada.

 

"Se não fossem problemas geopolíticos e a queda do dólar, os preços do petróleo não estariam neste nível", disse Khelil (que também é ministro do Petróleo da Argélia) ao jornal. "Os preços estão altos tanto pelo fato da recessão nos Estados Unidos quanto pela crise econômica que tem atingido diversos países. A situação tem efeito na desvalorização do dólar. A cada vez que o dólar cai 1%, o preço do barril sobe US$ 4, e vice-versa (...) Se ele [dólar] subir 10%, é provável que o preço [do petróleo] irá cair 40%." Fonte: Folha de São Paulo

 

 

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Ford fica para tras dos concorrentes no Brasil gracas aos gargalos

 

 

No próximo mês de outubro, a Ford comemora os 100 anos do lançamento de seu modelo mais famoso, o Ford T. Foram mais de 15 milhões de unidades vendidas em 20 anos -- feito que consagrou a Ford como a maior e mais poderosa montadora do mundo. Um século depois, restam poucos sinais dessa exuberância. A Ford atravessa a pior crise de sua história -- só no ano passado a empresa registrou 2,7 bilhões de dólares de prejuízo -- e não há sinais de que a situação melhorará a curto prazo. Para estancar a sangria, Alan Mulally, o presidente mundial da Ford, chegou a penhorar a própria marca. Em meio a uma sucessão de más notícias, o sucesso da operação brasileira dava certo alento aos executivos da montadora, que há quatro anos registrava lucros sucessivos no país -- o último, em 2007, foi de aproximadamente 1,5 bilhão de reais. Isso até o início deste ano. No primeiro trimestre de 2008, as vendas da Ford cresceram apenas 1% em relação ao mesmo período de 2007, segundo dados recentes da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). No mesmo período, suas maiores concorrentes, Fiat, Volkswagen e General Motors, tiveram crescimento médio de 30% nas vendas. A participação de mercado da Ford, que era de 13% no início de 2007, caiu para menos de 10% no início deste ano, considerado até agora o melhor momento da indústria automobilística brasileira. "A Ford é a única das grandes montadoras que não está conseguindo surfar a onda do setor automotivo", diz um analista de uma grande consultoria.

 

Há duas razões que explicam esse desempenho da operação brasileira da Ford nos últimos meses. A primeira está relacionada ao ritmo de produção da montadora. A maior e mais moderna fábrica da Ford -- localizada em Camaçari, na Bahia, e considerada modelo mundial de eficiência -- opera no limite de capacidade desde 2004. São 250 000 unidades produzidas por ano -- um carro a cada 80 segundos. Não há espaço físico para aumentar a produção de dois dos modelos de maior sucesso da subsidiária brasileira: o EcoSport e o Fiesta. Nos últimos quatro anos, a demanda por esses dois veículos aumentou cerca de 50%, sem que a produção fosse ampliada. A baixa flexibilidade da outra fábrica da Ford, em São Bernardo do Campo, no ABC paulista, impede que a unidade também produza os modelos de Camaçari. Esse quadro de esgotamento momentâneo da capacidade produtiva -- problema que vem prejudicando empresas dos mais diferentes setores -- foi agravado pelos efeitos de acordos sindicais assinados pela Ford no ano passado. Entre os termos negociados, estava a substituição, na Bahia, das coletivas de fim de ano pela parada dos trabalhos no Carnaval. A linha de produção parou 14 dias em fevereiro. Devido a esse intervalo, deixaram de ser produzidos 12 800 veículos. Resultado: sem carros para abastecer as concessionárias, as vendas do Fiesta no trimestre caíram 21%. No caso do EcoSport, a fila de espera subiu de três para cinco meses. Como acontece com outros produtos, o desabastecimento no varejo costuma ser fatal. Na ausência de sua primeira opção, o consumidor -- agora com crédito farto -- parte para alternativas. "Passamos por problemas circunstanciais e já esperávamos uma redução nas vendas neste trimestre", diz Rogelio Golfarb, diretor de assuntos corporativos da Ford para a América do Sul. "Mas vamos recuperá-las até o fim do ano."

 

Além dos gargalos na produção provocados pela aceleração sem precedentes da demanda, a Ford tem uma linha de produtos considerada envelhecida por especialistas do setor automobilístico. Dos dez modelos que a montadora vende no mercado brasileiro, apenas três registraram aumento expressivo nas vendas no primeiro trimestre deste ano em relação ao mesmo período de 2007: o Ka, a Ranger e o EcoSport. São justamente os modelos que, no final do ano passado, receberam novas versões, com linhas mais modernas e mais tecnologia embutida. Os demais veículos da marca, concentrados sobretudo no segmento de sedãs e picapes, tiveram queda de, em média, 15% nas vendas em comparação com o primeiro trimestre de 2007 (as vendas do modelo Courier cresceram tímidos 10%). Lançamentos como o C4 Pallas, da Citroën, e o novo Corolla, da Toyota, que chegaram ao mercado entre meados de 2007 e o início deste ano, têm avançado sobre o mercado do Ford Focus e do Fusion. "A indústria automobilística vive de novidades", afirma um consultor próximo à Ford. "E a montadora tem demorado para reagir ao avanço dos concorrentes, mais velozes e ousados."

 

Para tentar reverter essa situação, a Ford deve atacar em duas frentes. A primeira refere-se à renovação de sua linha de produtos. Mais da metade dos 2,2 bilhões de reais que a montadora pretende investir no Brasil nos próximos quatro anos será dedicada ao lançamento e redesenho dos atuais modelos. Só para 2008, estão previstos quatro novos carros. Um deles, o Edge, produzido no Canadá, deve marcar a estréia da Ford num dos segmentos que mais crescem no país, o de utilitários de luxo. O Focus europeu, um dos maiores sucessos da montadora, também deve chegar ao país. Paralelamente, a Ford vai expandir sua produção regional. Com investimento de 320 milhões de dólares, a empresa vai ampliar em 12% a capacidade instalada de sua fábrica em Pacheco, na Argentina, que enviará mais carros ao Brasil. Outra parte do investimento será alocada para as fábricas brasileiras, com o intuito de aumentar a eficiência das linhas já existentes. Para montar o novo Ka, por exemplo, a Ford já conseguiu um ganho de 26% na produtividade -- o que significa aumento de mais de 15 000 unidades por ano. "Neste ano, a Ford deve aumentar as vendas, mas dificilmente irá recuperar participação de mercado", afirma o consultor Juliano Alquati, da CSM Auto, especializada no setor automotivo. 

As dificuldades enfrentadas pela Ford no Brasil chamam a atenção para um problema: o dilema que as empresas enfrentam ao investir em mercados sujeitos a instabilidade econômica e forte oscilação de demanda. Para uma montadora de automóveis, ampliações de linhas de produção implicam desembolsos que podem chegar facilmente à casa do bilhão de reais. Com exceção da Fiat, nenhuma outra montadora deve ampliar significativamente sua capacidade instalada nos próximos dois anos, mesmo com as vendas batendo sucessivos recordes. As subsidiárias se ressentem da vertiginosa queda nas vendas registrada entre 2001 e 2003, logo após a realização de maciços investimentos em novas fábricas. Nesse período, estima-se que o prejuízo acumulado pelas 14 fabricantes de veículos instaladas no país tenha somado quase 5 bilhões de dólares. A Ford, que havia investido mais de 1 bilhão de dólares no projeto de Camaçari entre 1999 e 2002, foi justamente quem registrou as maiores perdas na época: mais de 1,5 bilhão de dólares. Desde então, a montadora aumentou a parcimônia com relação a seus investimentos no Brasil. "É natural que a matriz seja mais cautelosa quanto aos investimentos", afirma Corrado Capellano, da consultoria Creating Value, especializada no setor automotivo. "Qualquer soluço no mercado pode corroer os lucros da subsidiária brasileira." E, em meio à atual crise na matriz, a Ford definitivamente não pode se dar ao luxo de correr esse risco. Fonte: Portal Exame

 

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Bovespa fecha em alta e quase bate recorde de dezembro em pontos

 

 

Ásia-Pacífico - Os mercados asiáticos fecharam estáveis ou com pequenas variações nesta segunda (28/04), com os investidores focados na próxima reunião do Federal Reserve, que começa nesta terça-feira (29/04). Embora os mercados esperem um pequeno corte no juro básico, o Fed pode sinalizar que o ciclo de redução na taxa chegou ao fim. Os ganhos em papéis de serviço público e a alta verificada sexta-feira em Wall Street ajudaram a Bolsa de Hong Kong a fechar em ligeira alta. Com fraco volume de negociações, o índice Hang Seng ganhou 149,51 pontos, ou 0,6%, e fechou aos 25.666,29 pontos, enquanto o índice Xangai Composto, da Bolsa de Xangai, caiu 2,3% e encerrou aos 3.474,72 pontos. O índice Taiwan Weighted da Bolsa de Taipé teve valorização de 1,5%, fechando na máxima de 9.079,60 pontos. Na Bolsa de Seul, o índice Kospi caiu 0,1% e encerrou aos 1.823,17 pontos. O Nikkei 225, de Tóquio, aumentou 0,22%, para 13.894,37 pontos.

 

O índice PSE Composto da Bolsa de Manila recuou 1,4% e fechou aos 2.739,44 pontos, o pior resultado desde 2 de novembro de 2006. O índice S&P/ASX 200 da Bolsa de Sydney subiu 0,3% e fechou aos 5.602,7 pontos. O índice composto da Bolsa de Jacarta, na Indonésia, subiu 0,6% e fechou aos 2.254,30 pontos. O índice SET da Bolsa de Bangcoc, na Tailândia, valorizou 0,5% e fechou aos 836,42 em fraco volume de negociações ajudado por ganhos em papéis selecionados. O índice composto de cem blue chips da Bolsa de Kuala Lumpur, na Malásia, teve alta de 0,6% e fechou aos 1.295,31 em fraco volume, uma vez que intermitentes realizações de lucros novamente impediram que o índice quebrasse o nível psicológico de resistência de 1.300 pontos.

 

Europa - A recuperação das ações do setor bancário garantiu a algumas das principais bolsas européias mais um dia de valorização. A alta do petróleo e dos preços dos minérios também impulsionou os índices nesta jornada, mas isso não evitou que a bolsa londrina fechasse estável. No final dos negócios, o londrino FTSE-100 apontou pequena baixa, de 0,02%, para 6.090 pontos. O CAC-40, de Paris, subiu 0,69%, somando 5.012,84 pontos. Em Frankfurt, o DAX registrou elevação de 0,42%, para 6.925 pontos. O índice Ibex-35 da Bolsa de Madri subiu 105 pontos (0,76%) e fechou a 13.877,80 pontos.

 

Nova York – A Bolsa de Nova York teve uma sessão de cautela, ainda que tenham pesado anúncios de fusões e rumores de aquisição nos setores de alimentos, automotivo e tecnológico. O Dow Jones Industrial Average (DJIA) perdeu 0,16%, a 12.871,75 pontos e o índice de elevado componente tecnológico Nasdaq fechou em leve alta, de 0,06%, para 2.424,40. O índice ampliado Standard and Poor's 500, por sua vez, cedeu 0,11%, a 1.396,37 pontos.

 

São Paulo – Depois de muita expectativa e de um pregão praticamente inteiro operando acima do recorde de 6 de dezembro de 2007 (65.790 pontos), o Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, frustrou os anseios a minutos do fechamento e não bateu recorde. O Ibovespa encerrou em alta de 0,75%, aos 65.677,73 pontos. Oscilou entre a mínima de 65.191 pontos (+0,01%) e a máxima de 66.025 pontos (+1,29%). Com o desempenho de hoje, a Bolsa brasileira acumula ganhos de 7,72% em abril e de 2,80% em 2008. O volume financeiro negociado totalizou R$ 5,673 bilhões. No câmbio, o dólar comercial subiu 1,32%, vendido a R$ 1,689. Apesar da recuperação desta sessão, o dólar ainda acumula baixa de 3,65% em abril.

 

América Latina - O Índice de Preços e Cotações (IPC) da Bolsa Mexicana de Valores (BMV) fechou em queda de 1,24% (385,63 pontos), para 30.623,39 pontos. O índice Merval, da Bolsa de Buenos Aires, fechou em alta de 0,41%, para 2.100,19 pontos. O índice IPSA, da Bolsa de Santiago do Chile, fechou em queda de 0,43%, para 3.006,48 pontos. O Índice da Bolsa de Caracas fechou com uma queda de 0,64%, fixado em 37.690,86 pontos. A Bolsa de Valores da Colômbia, em Bogotá, fechou com uma leve alta de 0,56% no índice IGBC, que alcançou 9.732,02 pontos. Fontes: Reuters, EFE, AFP, Valor Online, Folha de São Paulo

 

 

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Acoes de Bovespa e BMF disparam com mudanca na CSLL

 

 

As ações da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) e da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) dispararam nesta segunda-feira (28/04) com a notícia de que o reajuste na Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) não deve atingir as bolsas. A partir de maio, a alíquota do tributo para o setor financeiro sobe de 9% para 15%.

 

Durante o pregão, os papéis da Bovespa chegaram a subir 6,9%, mas encerraram o dia cotados a 22 reais, em alta de 4,16%. Já as ações da BM&F tiveram valorização máxima de 6,6% no dia, e fecharam cotadas a 14,49 reais, em alta de 5,84%. Na sexta-feira (25/04), os papéis já tinham experimentado forte valorização, de 5,33% e 4,9%, respectivamente.

 

De acordo com o deputado Odair Cunha (PT-MG), relator da Medida Provisória 413, que trata da cobrança da CSLL, foi realizada uma alteração no texto original da medida determinando que a tributação para as bolsas permaneça em 9%. "A alteração foi feita porque entendo que a bolsa não faz intermediação financeira", afirmou.

 

O deputado destacou que a elevação da CSLL implicaria em maiores custos para se operar na bolsa, reduzindo o volume negociado e estimulando a saída de investidores para bolsas em outros países, que trabalham com custos menores.

 

Diante das boas notícias, a corretora Itaú revisou para cima suas projeções para as ações de ambas as bolsas. A previsão para as ações da Bovespa em dezembro de 2008 passaram de 33,20 reais para 36,50 reais, o que representa um potencial de alta de 72,8% frente ao fechamento da última sexta-feira (25/4). Já a expectativa para os papéis da BM&F passaram de 23,50 reais para 25,80 reais, potencial de valorização de 88,5% até o final do ano. Fonte: Guia do Investidor

 

 

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Bradesco tem lucro recorde de R$ 2,1 bilhoes no primeiro trimestre

 

O Bradesco, maior banco privado do Brasil, obteve no primeiro trimestre um lucro líquido de R$ 2,1 bilhões, valor 23,3% superior ao do mesmo período do ano passado e o maior já registrado pelo banco durante um trimestre.