Resumo Financeiro: Economia americana e Petroleo atenuam perdas entre as Bolsas. Bovespa sobe
Ásia-Pacífico - As principais Bolsas asiáticas tiveram uma sexta-feira (30/05) de alta, impulsionadas por exportadoras no Japão na medida em que os medos de uma profunda recessão nos Estados Unidos recuaram, mas os ganhos foram limitados por receios de que a inflação possa reduzir o crescimento e aumentar os custos de empréstimos. Às 7h52 (horário de Brasília) o índice MSCI da Ásia tinha alta de 1,39 por cento, aos 133 pontos, puxado pelo Japão.
Tóquio avançou 1,52%, Xangai de valorizou em 0,94%, Shenzhen teve alta de 0,85%, Hong Kong ganhou 0,61% e Seul avançou 0,59%.
Europa – A redução vista no preço do petróleo favoreceu o setor de companhias aéreas, o que deu impulso às Bolsas européias. O setor de tecnologia também teve impulso, com as boas notícias da fabricante de computadores Dell.
Paris fechou em alta de 0,77%, Frankfurt teve alta de 0,59%, Amsterdã teve ganho de 0,35%, Milão avançou 1,17%, Madri ganhou 0,45%; e Lisboa fechou praticamente estável, aos 0,07%. As exceções do dia foram Londres, que caiu 0,24%; e Zurique, que teve baixa de 0,40%.
Nova York – As Bolsas americanas fecharam próximas da estabilidade, consolidando assim as três altas seguidas observadas nos dias anteriores. O dia poderia ser de realização de lucros por causa das altas seguidas, mas os números razoáveis divulgados hoje sobre renda e gastos dos americanos, bem como a inflação moderada, fizeram os pregões ficarem comportados.
O Dow Jones Industrial Average, principal indicador da Bolsa de Valores de Nova York, fechou com leve baixa de 0,06%, enquanto que o ampliado S&P 500 teve alta de 0,15%. Já a Bolsa tecnológica Nasdaq apresentou um ganho um pouco maior, fechando em alta de 0,57%, devido ao resultado trimestral positivo apresentado pela fabricante de computadores Dell.
São Paulo – Os investidores voltaram às compras na Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo). Além do bom humor com o anúncio da Fitch, as ações da Vale, bancos e setor elétrico afetaram o mercado acionário brasileiro. No mês, a Bolsa acumulou valorização de 6,96%.
O Ibovespa, termômetro dos negócios da Bolsa brasileira, valorizou 1,11%, para os 72.592 pontos. O giro financeiro, tal como ontem (29/05), foi alto: R$ 8,56 bilhões. O dólar comercial foi negociado a R$ 1,628 na venda, em declínio de 0,61%. A taxa de risco-país atingiu 179 pontos, uma retração de 6,28%.
A ação da Vale do Rio Doce teve alta de 1,79%, para R$ 54,36, com giro superior a R$ 640 milhões, acompanhando a alta de algumas commodities metálicas.
Entre os destaques do dia, a ação ordinária da Eletrobras disparou 14,7% enquanto a preferencial subiu 9,2%. No setor bancário, a ação do Banco do Brasil teve ganho de 4,9% enquanto o papel do Itaú subiu 4,04%.
América Latina – As principais Bolsas latinas fecharam sem rumo definido. O destaque fica para a Bolsa chilena, que teve a maior perda da região.
Cidade do México, segunda maior praça latina e atrás apenas de São Paulo, fechou em alta de 0,43%. Buenos Aires, por sua vez, fechou em queda de 0,81% seguida por Santiago de Chile, que perdeu 1,52%; e Caracas, que recuou 0,02%. Bogotá fechou o dia em alta de 0,91% e Montevidéu encerrou esta jornada praticamente estável aos 0,06%. Fonte: com informações da Reuters, EFE, AFP, Valor Online, Folha de São Paulo, Portal Exame, Lusa, Agência Estado
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Investment Grade : Braskem faz seu maior e mais barato lancamento de bonus
A conquista do grau de investimento pelo Brasil possibilitou à Braskem realizar a maior e mais barata emissão de bônus de sua história. Hoje (30/05), a companhia anunciou o lançamento de US$ 500 milhões em eurobônus com vencimento em 2018. Os recursos serão utilizados no pagamento de parte da dívida contraída para a aquisição dos ativos petroquímicos do grupo Ipiranga, ocorrida em abril do ano passado.
Os títulos lançados hoje têm um cupom de 7,25% ao ano e irão remunerar os compradores em 7,375%. O vice-presidente de Finanças e Relações com Investidores da Braskem, Carlos Fadigas, disse ao Valor Online que, até então, a melhor taxa conquistada foi de 8%, em setembro de 2006. Na ocasião, a empresa emitiu US$ 275 milhões em bônus.
Na comparação com a os títulos do tesouro norte-americano (Treasuries), a remuneração dos papéis da Braskem irá pagar um prêmio de 328 pontos, contra 350 pontos pagos na emissão de 2006.
O executivo informou que as condições para colocação dos papéis no mercado melhoraram significativamente após a conquista do grau de investimento pelo Brasil. Diante disso, a Braskem decidiu aumentar o valor da operação, anunciada anteriormente para ficar entre US$ 300 milhões e US$ 400 milhões.
Segundo Fadigas, a demanda pelos eurobônus chegou a US$ 1,5 bilhão, o triplo do valor efetivamente lançado. Ele disse que a empresa poderia ter oferecido um valor maior, porém optou por deixar os investidores "apetitosos" pelos papéis, para fomentar o mercado secundário desses ativos.
Para complementar o pagamento do empréstimo tomado para a compra da Ipiranga, a Braskem segue estruturando uma operação de pré-pagamento de exportações, no valor de US$ 700 milhões. Por esse instrumento, a empresa recebe os recursos por meio de um empréstimo bancário e dá suas exportações como garantia.
Petrobras participa mais - A Petrobras anunciou nesta sexta-feira (30/05) que aumentou sua participação acionária na Braskem. A partir de hoje, a estatal detém 30% do capital votante da petroquímica, ante 8,1% anteriormente. No capital total da Braskem, a Petrobras ampliou sua participação de 7,1% para 23,1% do total.
O acordo foi aprovado nesta sexta-feira pela assembléia de acionistas da Braskem. Em contrapartida, a Braskem integrou as participações da Petrobras no capital da Copesul (37,3%), Ipiranga Petroquímica (40%), Ipiranga Química (40%) e Petroquímica Paulínia (40%). Com o acordo, a Odebrecht passa a ter 45% do capital votante da Braskem, com 30% para a Petrobras, 15,1% para a Norquisa, e 9,7% para outros acionistas.
"O documento abrange todas as ações ordinárias (com direito a voto) de emissão da Braskem de titularidade das partes na data de assinatura do acordo, além de todas e quaisquer ações ordinárias emitidas pela Braskem que venham a ser detidas ou adquiridas pelas partes futuramente", informou, em nota, a Petrobras. Fonte: Valor Online e Folha de São Paulo
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Economia: Fundo Soberano sera formado em reais, mas podera comprar dolares

O Fundo Soberano do Brasil (FSB) deverá ser formado inicialmente em reais, já que se trata de uma poupança fiscal do país. Mas ele terá caráter híbrido, segundo explicou o ministro da Fazenda, Guido Mantega, podendo aplicar parte dos recursos na compra de dólares no mercado.
Inicialmente, o FSB será constituído com R$ 13 bilhões, a partir de uma economia fiscal adicional de 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB) que o governo anunciou que fará este ano.
Esses recursos poderão ser usados para compra de dólares, enxugando um eventual excedente de moeda forte no mercado local, ou para investimento em títulos da dívida pública e também
De acordo com o ministro, o fundo será gerido pelo Tesouro Nacional e, por da compra dos títulos do BNDES, promoverá a internacionalização das empresas brasileiras. "O Tesouro não fará operação com empresas. Apoiará as companhias privadas de maneiras indireta", ressaltou. Ele lembra, no entanto, que o objetivo inicial do FSB é evitar um gasto adicional do governo para ajudar no combate à inflação, e não apoiar as empresas, o que seria apenas uma consequência.
Questionado sobre qual seria o montante posteriormente usado para atuar no câmbio e evitar uma apreciação maior do real, Mantega disse que essa é uma informação que não pode ser fornecida, sob o risco de influenciar as negociações de mercado. "Nós vamos observar as condições de mercado. A gestão será flexível e, se for preciso, compraremos dólares", afirmou. O ministro acrescentou que a gestão do fundo poderá ser acompanhada pelo Congresso por meio de um relatório semestral que o Tesouro apresentará.
Mantega afirmou que a criação do fundo é válida mesmo com o país tendo ainda uma previsão de déficit nominal para este ano e adicionou que, além dessa economia do governo, serão feitos alguns ajustes em gastos de custeio, embora não tenha especificado quais serão as despesas cortadas.
O ministro da Fazenda fez questão de assegurar que os gastos sociais e as despesas do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) não serão afetados pelo superávit adicional de 0,5% do PIB.
No caso de o fundo não ser aprovado pelo Congresso, hipótese que o ministro preferiu não cogitar, ele disse que a idéia de poupança fiscal ficará em suspenso para uma nova avaliação do governo. Fonte: Valor Online
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Educacao: Anhanguera investe R$ 44,36 milhoes na compra de duas universidades
A Anhanguera Educacional dá seqüência ao seu plano de expansão anunciando a compra de mais duas instituições de ensino - a Faenac, na região metropolitana de São Paulo, e a Fabrai, que marca a chegada da empresa
Com mais essas compras, a Anhanguera completa sua sexta aquisição no ano de 2008, adicionando à sua rede de ensino 10 campus com um total de 19,9 mil alunos matriculados.
Em São Paulo, a companhia adquiriu a Sociedade Educacional Sul Sancaetanense, mantenedora da Faculdade Editora Nacional (Faenac). O valor total do negócio foi de R$ 34 milhões pagos à vista, descontado o endividamento líquido assumido pela companhia.
Pelo acordo, os vendedores receberão também um valor adicional de R$ 3 milhões caso a Faenac seja credenciada como Centro Universitário pelo Ministério da Educação em até três anos a contar desta data. A Faenac fica na cidade de São Caetano do Sul (Grande ABC Paulista) e contava em seus dois campus com 6 mil alunos matriculados no início do primeiro semestre de 2008. Com a aquisição de mais este centro, a Anhanguera passa a contar com um total de 8 campus em São Paulo.
Em Minas Gerais, a companhia pagou R$ 10,36 milhões pela Sociedade Brasileira de Ensino Superior Ltda., mantenedora da Faculdade Brasileira de Ciências Exatas, Humanas e Sociais e da Faculdade de Tecnologia Fabrai.
Do total pago, R$ 6,142 milhões correspondem ao endividamento líquido assumido e R$ 4,217 milhões serão pagos aos ex-sócios da seguinte forma: R$ 500 mil à vista; R$ 2,217 milhões após o registro da alteração do contrato social e outro R$ 1,5 milhão em 30 de abril de 2014.
A Fabrai está instalada na região central de Belo Horizonte e contava com 2 mil alunos matriculados em seus 9 cursos de graduação no início do primeiro semestre de 2008. Fonte: Valor Online
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20h22
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Aerea 1: Desconto de ate 80% em passagens para America do Sul comeca a valer

Como anunciado pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) em fevereiro, entra em vigor a partir deste domingo a segunda fase da liberação gradual das tarifas dos vôos que saem do Brasil com destino a 11 países da América do Sul --Argentina, Uruguai, Chile, Paraguai, Bolívia, Peru, Equador, Colômbia, Venezuela, Guiana e Suriname-- e Guiana Francesa.
As tarifas de vôos para a América do Sul tinham seus descontos limitados a um máximo de 30% do valor de referência da Iata (associação internacional de transporte aéreo), patamar que em março passou a 50% e, agora, poderá ser de até 80%.
Pela nova resolução, o limite de descontos aumentará de forma gradual, até a adoção de um regime de liberdade tarifária total, em 1º de setembro, quando as companhias poderão cobrar qualquer preço pela passagem.
A medida vale para todos os vôos que partem do Brasil, tanto de companhias nacionais quanto de internacionais, entre elas TAM, Gol, Varig, Aerolineas Argentinas, Lan, Pluna, American Airlines, British Airways, Lufthansa, Taca-Peru, Avianca e Lloyd Aéreo Boliviano. As tarifas dos vôos domésticos já estão totalmente liberadas desde 2005.
Segundo a Anac, o objetivo da decisão é "corrigir uma distorção que existe atualmente entre os valores das passagens cobradas no Brasil e nos demais países sul-americanos que já têm as tarifas liberadas, como Argentina, Chile e Peru".
A agência cita como exemplo uma passagem Buenos Aires-São Paulo na classe econômica, que pode custar apenas US$ 205 se comprada na Argentina e US$ 405 no Brasil, uma diferença de 97%. A Anac ressalta que os descontos não são obrigatórios e afirma que o maior beneficiado será o consumidor. Fonte: Folha de São Paulo
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Aerea 2: United Airlines e US Airways desistem de fusao

A direção das companhias aéreas United Airlines e US Airways informaram nesta sexta-feira (30/05), através de comunicados aos seus funcionários, que desistiram de realizar a fusão entre elas. Segundo o comunicado, o principal motivo para a desistência é a crise que atinge o setor aéreo devido à escalada de preços dos combustíveis.
O executivo-chefe da US Airways, Doug Parker, explicou em seu comunicado que, mesmo que considere necessária a consolidação do setor, uma fusão com outra companhia aérea "não ocorrerá neste momento". Porém, não descartou que isso possa ocorrer no futuro.
Parker disse ser "improvável" que tal operação se encerre neste ano, já que o setor "continua lutando para encontrar uma forma de operar em um mundo com preços do petróleo a US$ 130 por barril."
Já o executivo-chefe da UAL (controladora da United), Glenn Tilton, informou que o Conselho de Administração da companhia decidiu que "a United não seguirá adiante com uma fusão neste momento devido a questões que podem diluir de forma significativa os ganhos com a transação."
A oposição dos sindicatos e os custos para realizar a integração também poderiam ter influído na decisão da United e da US Airways de desistir das negociações.
Apesar dos sinais negativos terem sido suficientes para impedir a fusão da United com a US Airways, o mesmo não ocorre com a junção entre a Delta Airlines e a Northwest. Assim que os órgãos reguladores derem o aval para o negócio, se tornarão a maior companhia aérea do mundo.
Vôo Rio-Washington - A United Airlines antecipou para 2 de setembro o reinício do seu vôo sazonal que liga diariamente sem escalas o Rio de Janeiro a Washington. O serviço é operado no período da alta temporada do Hemisfério Sul, entre setembro e março, quando é maior a procura pelos serviços da empresa. Pela previsão inicial, o vôo só seria reiniciado no fim de outubro.
O vôo sem escalas entre Washington e Rio de Janeiro, o United 873, sairá da capital norte-americana diariamente às 22h08, a partir de 2 de setembro, chegando ao Galeão às 8h55 do dia seguinte. O vôo de volta, o United 874, sairá do Rio de Janeiro diariamente às 21h35, a partir de 3 de setembro, chegando ao aeroporto Dulles às 6h37 do dia seguinte,
Além do vôo sazonal entre o Rio de Janeiro e Washington, a United mantém outros dois vôos diários entre o Brasil e os Estados Unidos, ligando São Paulo a Washington e São Paulo a Chicago. A extensão do vôo de São Paulo a Washington para o Rio de Janeiro, em vigor nos outros meses do ano, ficará suspensa enquanto o vôo sazonal estiver em operação. Fontes: Folha de São Paulo e Canal Executivo
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Cervejaria: Schincariol investe R$ 160 milhoes em nova unidade
O Grupo Schincariol inaugurou nesta sexta-feira (30/05),
Segundo Gilberto Schincariol, do Conselho de Administração, a companhia pretende investir mais R$ 20 milhões nesta unidade do Nordeste e, em breve, passar a produzir, ainda, cervejas em lata e refrigerantes em garrafas pet.
"Pesquisas mostram que o consumo cresce de forma acelerada no Norte e Nordeste. Por isso, ter mais uma unidade fabril voltada para o atendimento destas regiões é reflexo do nosso esforço de crescimento", disse.
A Schincariol é a segunda cervejaria do país, com participação de 12,9% no mercado nacional. Em
Investimento - A empresa pretende investir mais de R$ 1 bilhão neste ano, incluindo a nova unidade e as recentes aquisições da Cintra (R$ 39 milhões) e da Eisenbahn (valor não informado). A empresa também registra recente entrada no sistema de franquias (como bares temáticos) da Devassa, e, em breve, da Baden Baden --marcas adquiridas pela Schincariol no ano passado.
Aquisições - Nos últimos dois anos anos, a Schincariol adquiriu cinco marcas. No ano passado, além de Baden Baden e Devassa, a empresa também comprou a pernambucana Nobel. Neste ano já foram duas (Cintra e Eisenbahn). E o presidente da empresa,
Nordeste - A empresa informou que as regiões Norte e Nordeste representam 70% de suas vendas --incluindo cervejas, sucos, refrigerantes e águas-- e que, na área de cervejas, possuem entre 35% e 45% do mercado.
IPO Adiado - A direção do grupo Schincariol descartou a possibilidade de abrir capital no mercado acionário por entender que, se mantendo fechada, tem mais agilidade para a tomada de decisões.
"Não precisamos abrir capital. Temos a estratégia de manter a agilidade nas decisões. Quando é necessário, reunimos a família e decidimos", afirmou Adriano Schincariol, membro do Conselho de Administração da empresa. Ele e o primo Gilberto Schincariol Junior contaram que já tomaram decisões de negócios em cerca de 40 dias.
O presidente da empresa,
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Investimentos: Bovespa e Renda Fixa foram aplicacoes mais rentaveis de maio

O mês de maio ainda foi vencedor para os investidores que aplicaram na Bolsa de Valores de São Paulo, a Bovespa. O índice Ibovespa, referência principal dos fundos de renda variável, teve variação de 6,96% no mês, favorecido pelo momento positivo da Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo).
Com os juros ainda em alto, os fundos do tipo Renda Fixa/DI foram a segunda aplicação mais rentável do mês. A rentabilidade média dos fundos Renda Fixa foi de 0,82%, no mês, segundo cálculo da Anbid (Associação Nacional dos Bancos de Investimento). Já o retorno médio dos fundos DI foi calculado em 0,75%. Os dados são atualizados até o dia 27.
Na terceira posição, a caderneta de poupança proporcionou rendimento de 0,57% para seus investidores no mês de maio.
O preço da commodity Ouro -- aplicação bem mais restrita - teve uma variação de 0,21% no mês, pela referência das cotações formadas na BM&F (Bolsa de Mercadorias & Futuros).
Já aplicações vinculadas à taxa de câmbio foram as mais perdedoras do mês. O preço da moeda americana cedeu 2,16% em maio.
Em maio, a inflação foi de 1,61%, se medida pelo IGP-M, ou de 0,56%, pelo IPCA-15. O primeiro índice embute preços do varejo, atacado e da construção civil. Já o segundo índice reflete o custo de vida para famílias com renda mensal entre um e 40 salários mínimos.
Ações - A consultoria Economática fez o levantamento das 66 ações que compõem o Ibovespa. O destaque do mês ficou por conta da ação ordinária do banco estadual paulista Nossa Caixa (57,09%), que disparou após a notícia de uma possível aquisição pelo Banco do Brasil.
Em segundo lugar, a ação preferencial da metalúrgica Gerdau subiu 28,42%, seguida de perto pela ação ordinária pela empresa de varejo eletrônica B2W (27,82%).
Na mão inversa, os detentores de ações preferenciais da Telemig Participações amargaram perdas de 14,77% em maio. Na segunda posição entre as maiores perdas, a ação ordinária da Cosan (setor sucro-alcooleiro) despencaram 14,38% no mês. E em terceiro lugar, a ação preferencial da holding Tim recuou 12,01%.
Rentabilidade anual - O ranking pouco se altera se considerada a perspectiva anual. O índice Ibovespa acumula alta de 13,63% nos cinco meses, mantendo com folga a primeira posição.
Segundo a Anbid, os fundos Renda Fixa tiveram rentabilidade média de 4,57% até maio, enquanto os fundos DI, de 4,21%. Já a caderneta de poupança teve rentabilidade de 2,86%. Aplicações vinculadas ao Ouro e ao dólar proporcionaram os piores retornos anuais. O preço da commodity metálica caiu 3,72%, enquanto a taxa cambial perdeu 8,38%. No ano, o IGP-M variou 4,74% enquanto o IPCA-15 apontou inflação de 2,75%.
Bolsas - Levantamento da consultoria Economática mostra que a Bovespa, a Bolsa brasileira, teve um dos maiores ganhos do mês, na comparação com os demais mercados acionários do continente.
Em maio, a Bolsa mexicana teve valorização de 5,59%, enquanto a Bolsa argentina avançou 5,26%. Na terceira posição, a bolsa americana Nasdaq teve alta de somente 4,55%. Praticamente a mesma ordem se repete se considerada a rentabilidade anual. Em cinco meses, a Bolsa mexicana registra alta de 8,26%; a Bolsa argentina, de 2,51%. Os demais mercados acumulam queda até maio. Fonte: Folha de São Paulo
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Resumo Financeiro: Bovespa cai mesmo com grau de investimento da Fitch
Ásia-Pacífico - As principais Bolsas asiáticas fecharam a quinta-feira (29/05) em alta, com o mercado japonês registrando a maior valorização diária em um mês depois de números que mostraram aumento do investimento empresarial nos Estados Unidos para seu patamar mais alto no ano. Às 8h12 (horário de Brasília), o índice MSCI, que reúne mercados da região Ásia-Pacífico exceto Japão, tinha alta de 0,88%, aos 480,7 pontos, próximo ao fim dos negócios.
Xangai caiu 1,7%, Shenzhen perdeu 2,2% e Hong Kong, na contramão, fechou em alta de 0,55%. Tóquio fechou em alta de 3,02%, juntamente com Seul, que avançou 1,97%; e Cingapura, que se valorizou em 0,89%.
Europa – As Bolsas européias fecharam em alta. Durante o dia, os investidores sentiram o efeito do petróleo de volta ao patamar de US$ 130 e dos indicadores econômicos americanos anunciados hoje. No fim do dia, no entanto, a alta do petróleo favoreceu as ações das empresas de energia. O setor bancário, no entanto, permaneceu como fonte de preocupação. O índice FTSEurofirst 300 --que reúne as ações das principais empresas européias-- subiu 0,3%, para 1.330,28 pontos, tendo oscilado durante o dia entre uma baixa de 0,2% e um ganho de 0,8%.
Londres e Lisboa foram as exceções do dia, com variação negativa de 0,02% e 0,47 respectivamente. Paris subiu 0,10%, Frankfurt se valorizou em 0,30%, Amsterdã teve alta de 0,45%, Milão teve ganho de 0,11%, Madrid avançou 0,30%; e Zurique subiu 0,90%.
Nova York – As Bolsas americanas fecharam em alta pela terceira sessão consecutiva, sustentada pela queda dos preços do petróleo e por uma revisão para cima do crescimento dos Estados Unidos.
O Dow Jones Industrial Average, principal indicador da Bolsa de Valores de Nova York, fechou com ganho de 0,41%, enquanto que o ampliado S&P 500 subiu 0,53%. Já a Bolsa tecnológica Nasdaq ganhou 0,87%.
São Paulo – Diferentemente do dia 30 de abril, quanto a Standard & Poor´s deu o primeiro grau de investimento ao Brasil, a esperada segunda nota dada hoje pela Fitch Rating não causou furor na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Logo após a confirmação, o Ibovespa (principal índice da Bolsa brasileira) bateu 73.920, registrando nova máxima intradia, mas não sustentou tal patamar. Instantes depois voltou ao território negativo e lá permaneceu até o encerramento dos negócios apontando 71.797 pontos, com queda de 1,85%. O giro financeiro foi alto, passando dos R$ 8,3 bilhões.
Para o mercado, a nota da Fitch já estava no preço, pois desde a decisão da S & P tal evento era aguardado pelos investidores. Vale lembrar que ontem (28/05) mesmo, a alta de 3,04% do Ibovespa foi creditada ao rumores de grau de investimento pela Fitch. Ainda, a notícia pegou a Bolsa brasileira em um dia particularmente ruim, de queda acentuada no preço das matérias-primas no mercado internacional. O dólar comercial fechou com queda de 0,36% no mercado brasileiro, cotado a R$ 1,649.
América Latina – Buenos Aires encerrou em baixa de 0,42% e Santiago de Chile se valorizou em 0,83%. Caracas terminou em queda de 0,33%, Bogotá subiu 0,99% e Montevidéu fechou com leve queda negativa de 0,01%. Fonte: com informações da Reuters, EFE, AFP, Valor Online, Folha de São Paulo, Portal Exame, Lusa, Agência Estado
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Investimentos: Anbid lanca site para comparar fundos de investimento

A Anbid (Associação Nacional dos Bancos de Investimento) lançou nesta quinta-feira (29/05) um site que permitirá ao investidor em geral comparar os fundos de investimento disponibilizados pelos seus associados. O programa, chamado de "Escolha seu Fundo", se encontra dentro do portal de finanças pessoais Como Investir?, criado pelo órgão.
"O programa permitirá que o investidor conheça mais sobre os fundos disponíveis e compará-los sob o critério que ele desejar", explicou Ricardo Nardini, gerente executivo de Educação da Anbid.
Nesta ferramenta, o investidor tem a opção de procurar os fundos para fazer a comparação --usando critérios como nome, tipo de fundo, administrador, taxa de administração cobrada, aplicação inicial, entre outros-- ou comparar diretamente, podendo inclusive ver o desempenho comparado com alguns indicadores, como dólar, euro e Ibovespa (principal índice de ações da Bolsa de Valores de São Paulo).
"A ferramenta de comparar o fundo serve principalmente para quem já está familiarizado com o ambiente e quer ver o desempenho", explica Hudson Bessa, gerente de informações da Anbid. "Para quem não conhece, tem como procurar por algum e conhecer detalhes, como sua estrutura, em que investe, qual é a aplicação mínima, o horizonte de investimento, entre outros." A atualização dos dados será diária.
Transparência - Segundo Marcos Villanova, coordenador da Comissão de Distribuição de Produtos de Varejo da entidade, a ferramenta faz parte do planejamento da Anbid para ampliar a transparência no mercado de fundos, visto o forte crescimento que esse setor experimentou nos últimos anos. "Conforme isso for se desenvolvendo, os bancos tenderão a ser ainda mais claros sobre seus produtos", disse.
Entre os futuros passos neste sentido está a divulgação de informações sobre os procedimentos de auto-regulação que a Anbid faz. Ou seja, em breve será possível conhecer quais fundos tiveram um desempenho anormal e que seus respectivos gestores tiveram que apresentar explicações para a entidade. Porém, não há prazo para que essa medida seja implementada. Fonte: Folha de São Paulo
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Cervejarias: InBev planeja fusao com SABMiller

Mal iniciaram as negociações para a compra da cervejaria americana Anheuser-Busch e a InBev já anuncia seu plano B. Se a negociação com a dona da Budweiser fracassar, a belgo-brasileira já comunicou que pretende adquirir outras companhias. De acordo com o blog Alphaville, do jornal inglês Financial Times, a InBev teria retomado as discussões sobre um possível acordo com a inglesa SABMiller.
Nesta nova negociação, a InBev teria feito uma oferta de 29,71 dólares por ação, o que valorizaria a SABMiller em 44,77 bilhões de dólares. Se houver a fusão com a cervejaria inglesa, a InBev será uma gigante do setor, com liderança em 35 países. Para os consultores da InBev, a fusão entre as duas cervejarias resultaria em um modelo perfeito de gestão. No entanto, a SABMiller disse que só se pronunciará a respeito após concluir suas operações de fusão das norte-americanas com as da Molson Coors Brewing.
Os rumores sobre as fusões entre as cervejarias estão acontecendo desde a última sexta-feira, quando o Financial Times publicou que a InBev trabalhava em uma oferta de fusão com a Anheuser-Busch. A operação foi avaliada em 46 bilhões de dólares. Para financiar a operação, a InBev está costurando um pacote de crédito de 50 bilhões de dólares, liderado pelo JP Morgan e Santander. Os executivos e banqueiros envolvidos na negociação afirmam que o acordo tem potencial para transformar o setor mundial de cervejas, colocando um fim à longa batalha pela consolidação desse mercado.
A InBev, criada em 2004 pela fusão da belga Interbrew com a brasileira AmBev, possui apenas uma fração do mercado americano, mas possui negócios maduros na Europa ocidental. A companhia ainda está presente em mercados de crescimento no leste europeu, Ásia e América Latina. Já a Anheuser domina o mercado nos Estados Unidos e possui uma participação na chinesa Tsingtao, mas a empresa tem enfrentado um abandono pelos americanos de cervejas locais, que estão preferindo mais vinho, destilados e cervejas estrangeiras.
No começo da manhã, as acções da SABMiller chegaram a disparar 7%. Às 13h, horário de Brasília, as ações da cervejaria estavam cotadas a 34,49 dólares, com queda de 1,46%. Já os papéis da Anheuser estavam cotados a 55,28 dólares, com queda de 2,59%. Enquanto isso, as ações da InBev tiveram alta de 2,68%, cotadas a 48,26 dólares. Fonte: Portal Exame
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Linha Branca: Whirlpool e Braskem desenvolvem lavadora com gabinete plastico
A unidade brasileira da Whirlpool, maior fabricante mundial de eletrodomésticos e detentora das marcas Brastemp e Consul, obteve patente do que chama ser a primeira lavadora de roupas que utiliza gabinete plástico e não de aço. Para isso, a maior petroquímica da América Latina, Braskem, desenvolveu um polipropileno específico para a aplicação da companhia.
Marcelo Fischer, gerente geral de lavadoras da Whirlpool no Brasil, afirmou em encontro com a imprensa que a empresa "já tem consulta dos Estados Unidos", por exemplo, mas não dimensionou contratos de exportação até o momento.
"Abrimos uma nova fronteira", disse o executivo, quando questionado sobre os novos eletrodomésticos que poderão substituir metais por plástico. Segundo ele, "se o mercado sinalizar positivamente", a empresa poderá ampliar a gama de produtos.
De acordo com Fischer, as duas companhias perceberam, durante o desenvolvimento dos produtos, que "dá para fazer geladeira e até fogão", mas tudo vai depender da aceitação pelo mercado.
Os preços, segundo ele, ficaram em linha com os demais. "O objetivo não foi a redução de preço, mas a diferenciação." As máquinas são mais leves e fáceis de transportar e indicadas, por exemplo, para os proprietários de casa na praia, já que não enferrujam.
Os três primeiros modelos de lavadoras com gabinete plástico começaram a chegar às redes de varejo em março deste ano,
Espaço para o polipropileno - O polipropileno integra o segmento de resinas termoplásticas da Braskem, que correspondeu no primeiro trimestre deste ano a cerca de 51 por cento do faturamento de 4,4 bilhões de reais do grupo. Isoladamente, o produto gerou 14,3 por cento da receita líquida da empresa. A Braskem viu na iniciativa a possibilidade de ampliar ainda mais a presença do polipropileno nos eletrodomésticos.
Segundo Rui Chammas, diretor comercial de polipropileno da Braskem, os eletrodomésticos respondem hoje por 5 por cento do consumo da resina por ano, mas "tem taxas de crescimento muito altas" nos últimos anos, tanto pelo aumento da renda da população, como pelos novos usos que estão sendo desenvolvidos.
Segundo ele, enquanto a demanda pela resina cresce em média 10 por cento ao ano, nos eletrodomésticos o salto tem sido de 15 por cento. As lavadoras de roupa tradicionais têm algo como
"Temos potencial de quase dobrar a relação entre as duas empresas", afirmou Chammas, sobre a venda da resina para a Whirlpool. Fonte: Reuters
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Telecom: Oi e BrT planejam investir R$ 30 bilhoes em cinco anos

O presidente da Oi, Luiz Eduardo Falco, disse nesta quinta-feira (29/05) que a nova empresa resultante da fusão com a Brasil Telecom (BrT) planeja investir R$ 30 bilhões nos próximos cinco anos, com o objetivo de aumentar a atuação no exterior e elevar o número de clientes para 100 milhões.
"Temos uma necessidade premente de chegar a 100 milhões de clientes para que essa empresa ganhe uma escala mínima. Ela nasce para equilibrar o jogo no Brasil, e nós temos que ir para outros locais", disse.
Atualmente, as duas empresas somadas têm 45 milhões de clientes no Brasil. De acordo com Falco, a idéia é não só conquistar novos clientes dentro do país, mas também no exterior,
"Temos vontade de disputar os nossos vizinhos. Se Espanha e o México disputam, nós também queremos', disse Falco se referindo a grupos de telecomunicação como a espanhola Telefónica e a mexicana Telmex, controladora da Claro no Brasil.
Durante apresentação da Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara dos Deputados, Falco se referiu, o tempo todo, a concorrentes como Vivo, TIM e Claro como "os estrangeiros", em alusão à nova empresa ter 100% de capital nacional.
Aquisições - Segundo Falco, a nova empresa buscará oportunidades para comprar ativos no exterior. A prioridade da empresa será comprar outras companhias lá fora ou mesmo fazer uma troca de ações com empresas, mantendo-se sempre como majoritária.
Ele ressaltou que isso não impede que a Oi entre em outros mercados sem se aliar a outras companhias já atuantes no país. "O que a gente quer é comprar um monte de coisa barata. O problema é que tem mais gente querendo fazer isso. A gente precisa consolidar essa empresa nacional e começar a dar passos lá fora", afirmou após audiência na Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara dos Deputados.
O executivo disse ainda que existem ativos atraentes na Argentina e na Venezuela, mas que não há nada em vista por enquanto. "Não é aquele espetáculo que foi antes, o pessoal chegou na frente", disse ao se referir à Venezuela.
Concentração - Falco negou que a fusão da Oi e Brasil Telecom aumentará a concentração de mercado. Ele ressaltou que na telefonia fixa, a Oi não atua na área da Brasil Telecom, e vice-versa. O presidente da Oi disse ainda que, na telefonia móvel, a participação das duas empresas ainda é pequena na comparação com as concorrentes.
O executivo afirmou ainda que durante o período da aprovação da fusão no Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) e na Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), as duas empresas terão administrações separadas e não trocarão informações entre si.
Aprovação da Anatel - O presidente da Oi, Luiz Eduardo Falco, disse que a hipótese de a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) não aprovar o PGO (Plano Geral de Outorgas) em 240 dias --como prevê o comunicado enviado ao mercado no dia do anúncio do negócio com a Brasil Telecom-- existe e criaria um problema para a empresa.
"Se não for aprovado, vai ser um problema porque nós não vamos poder fazer o que acreditamos e vamos ter que pagar uma conta de R$ 815 milhões, que é muito dinheiro".
A Anatel analisa nesta quinta-feira o processo que trata de mudanças no PGO, que atualmente proíbe que uma empresa de telefonia fixa compre outra em área diferente. Na prática, a modificação permitirá a aprovação pela agência da compra da Brasil Telecom pela Oi --a operação foi concluída no fim de abril por R$ 5,863 bilhões.
O segundo processo a ser analisado pela agência cria o Plano Geral de Atualização do Marco Regulatório, que especificará mudanças necessárias em regulamentos, portarias e normas da agência para os próximos dez anos. Os dois processos foram iniciados a pedido do Ministério das Comunicações. Em fevereiro, o órgão enviou à agência documento pedindo que fossem excluídos do PGO os artigos 7º --que só permite a fusão de operadoras dentro de uma mesma área de atuação-- e 14º --que exige que, caso uma empresa de telefonia fixa compre operadora de outra região, ela venda uma das concessionárias em até 18 meses. Na época, as negociações para a compra da Brasil Telecom pela Oi já ocorriam. No mesmo documento, o ministério recomendava ainda que a agência revisse 'restrições regulatórias' para permitir a convergência entre voz, vídeo e dados --o que deu início ao plano de atualização. Fonte: Folha de São Paulo
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Bancos: CGD, de Portugal, e autorizada a abrir banco no Brasil
O banco português Caixa Geral de Depósitos (CGD) já tem todas as autorizações necessárias para a abertura de um banco no Brasil, depois da publicação do decreto presidencial que faltava.
O decreto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva que autoriza a abertura do banco da CGD foi publicado no Diário Oficial na quarta-feira (28/05) e diz que "é do interesse do governo brasileiro a participação estrangeira, em até 100%, no capital social de banco múltiplo a ser controlado pela Caixa Geral de Depósitos". O Banco Central do Brasil adotará, agora, as providências necessárias à execução do disposto no artigo.
O banco múltiplo da CGD terá capital inicial de cerca de R$ 100 milhões e não terá rede ampla de varejo, sendo mais voltado para o segmento empresarial e atuando nos negócios de carteira comercial, investimentos e câmbio, além de remessas de estrangeiros.
A CGD quer acompanhar a internacionalização das empresas portuguesas e sua operação no Brasil prevê também a atuação na área de banco de investimentos para atuar em fusões e aquisições, além de operações de crédito com agências multilaterais.
"Teremos capital suficiente para atuar em todas as áreas financeiras, mas vamos primeiro consolidar a operação no segmento empresarial", disse à Agência Lusa um responsável do banco. Contatado pela Lusa, o embaixador de Portugal no Brasil manifestou satisfação com o regresso da CGD ao país.
"Acho da maior importância que a Caixa Geral de Depósitos possa regressar ao Brasil. A CGD tem uma tradição de operações de grande prestígio no Brasil, e o novo banco vai contribuir para reforçar a imagem que a Caixa cá deixou", declarou Francisco Seixas da Costa.
O decreto presidencial foi a última das três etapas necessárias para a autorização da abertura do novo banco, de acordo com a legislação brasileira. As duas primeiras foram a aprovação pelo Banco Central e pelo Conselho Monetário Nacional.
A CGD quer elevar para 15% a contribuição de sua atuação internacional para os lucros, fixando a expansão em outros países como prioridade estratégica para o triênio que termina em 2010. Em 2007, essa contribuição foi de 11,9%.
O Brasil é apontado pela administração da CGD como uma das apostas nesse plano de expansão internacional, além de Espanha e de alguns países africanos, como Angola e Moçambique, como reafirmou recentemente o presidente do banco,
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Negocio Proprio: Conheca Doutor Coffee, a Starbucks japonesa com sabor brasileiro

No final dos anos 50, o representante comercial Hiromichi Toriba, da Suzuki Coffee, importadora japonesa de café, recebeu do chefe a incumbência de conhecer de perto o mercado que era o maior produtor do grão. Assim, o jovem de 20 anos, que nunca havia saído de seu país, desembarcou sozinho no Brasil para dar conta da tarefa. Ficou por aqui mais de dois anos, a maior parte deles
A Doutor Coffee começou atuando no ramo de importação e venda de café no atacado. Na década de 70, depois de visitar a Europa e conhecer de perto algumas cafeterias da França, da Alemanha e da Suíça, Toriba resolveu copiar o modelo no Japão, entrando para o ramo de varejo. A primeira loja Doutor Coffee abriu suas portas em 1980, em Tóquio. Desde o início, o fundador adotou o modelo de fast food. O negócio tinha poucos funcionários, os clientes podiam se servir no balcão em menos de 10 minutos e o cardápio, apesar de reduzido, oferecia outros itens, como lanches e sucos. O carro-chefe desde então eram as xícaras de café, vendidas ali por um preço equivalente a 1,50 dólar, numa época em que o mesmo produto chegava a custar quase sete vezes mais em restaurantes da cidade. Com o charme da novidade e um preço imbatível, a Doutor Coffee tornou-se um sucesso no Japão.
A expansão do negócio foi vertiginosa e a rede domina o mercado até hoje. Atualmente, tem 1.500 lojas no Japão, mais que o dobro de sua concorrente mais forte, a cadeia americana Starbucks. Segundo cálculos de Toriba, a Doutor Coffee vende atualmente uma média de 400 xícaras de café por minuto. No ano fiscal de 2007, encerrado em março, a companhia fechou o balanço com faturamento de cerca de 600 milhões de dólares, 7% mais do que no ano anterior. Para atender diferentes tipos de público, a rede reúne seis marcas de lojas. A mais sofisticada foi batizada de Le Café Doutor e fica em Ginza, bairro de Tóquio com um dos metros quadrados mais caros do mundo e que concentra as grandes grifes internacionais de moda. “Além de se manter no topo durante todo esse tempo, a Doutor Coffee conseguiu a façanha de crescer ininterruptamente em seus 46 anos de existência”, afirma Taneo Moriyama, da empresa Insight Inc., uma das consultorias mais respeitadas do Japão nas áreas de alimentos, varejo e agronegócio.
Nas mais de quatro décadas de liderança folgada da Doutor Coffee no mercado japonês, o único concorrente que provocou algum incômodo foi a rede americana Starbucks. A multinacional chegou ao Japão na segunda metade dos anos 90 e cresceu rapidamente no país, mirando num público mais jovem e com maior poder aquisitivo que a média de clientes da Doutor Coffee. A reação de Toriba foi imediata. “Ele diversificou ainda mais o perfil de suas lojas, lançando marcas como a Excelsior Caffé, mais sofisticada e especializada em café expresso, e a Salon de Thé Madaleine, uma casa de chá voltada para mulheres. Além de conter a expansão dos americanos no país, essas idéias têm gerado bom retorno até agora”, afirma o consultor Moriyama. Na época do lançamento da Excelsior, a Starbucks entrou na Justiça contra Toriba, alegando que ele havia copiado seu logotipo e o design das lojas. O processo não prosperou.
Casado e pai de dois filhos, Toriba manteve-se à frente da Doutor Coffee até 2006, quando passou a presidência da rede para seu primogênito, Yutaka Toriba, de 44 anos. Apesar de estar oficialmente fora do dia-a-dia da operação, o fundador ainda ocupa o cargo de presidente honorário da companhia e é o maior acionista da holding que hoje controla a empresa.
As ligações entre o empresário e o Brasil continuam fortes até hoje. Depois do período em que viveu no país, ele já voltou para cá diversas vezes. Assim como as maiores torrefações do mundo, a empresa de Toriba mantém o Brasil como seu principal fornecedor. “A Doutor Coffee é um dos nossos maiores clientes e compra mensalmente. O senhor Toriba exige os melhores grãos, produzidos exclusivamente no cerrado mineiro, no sul de Minas e na região mogiana do estado de São Paulo”, diz Carlos Santana, representante da trading Ecom, uma das principais fornecedoras de grãos à rede japonesa. Cerca de um terço da matéria-prima utilizada pela Doutor Coffee vem do Brasil. O restante dos grãos é importado de outros países e de fazendas próprias que a empresa mantém no Havaí.
Os fortes laços entre o Brasil e a Doutor Coffee serão reforçados neste ano. A empresa fez uma encomenda especial para comemorar o centenário da imigração japonesa no Brasil. Trata-se de um blending genuinamente brasileiro, 100% produzido em uma fazenda de um descendente japonês no sul de Minas, que será lançado nos próximos meses nas lojas da Doutor Coffee no Japão. No início de junho, o atual presidente da companhia, Yutaka Toriba, estará no Brasil para provar os primeiros lotes da encomenda e realizar uma série de visitas a fazendas e reuniões com alguns fornecedores. É a forma simpática que a empresa encontrou de homenagear o lugar que mudou para sempre a vida do fundador da Doutor Coffee. Fonte: Portal Exame
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Resumo Financeiro: Bovespa tem maior alta desde anuncio do grau de investimento
Ásia-Pacífico - Os principais mercados asiáticos fecharam em baixa nesta quarta-feira (28/05). Fatores internos de cada país e a retração do preço do petróleo foram as influências para o desempenho negativo. A exceção ficou por conta das Bolsas da China, que apresentaram alta expressiva devido às expectativas de que o governo irá adotar medidas para estimular o mercado.
Tóquio se desvalorizou em 1,32%, Hong Kong fechou com ligeira queda aos 0,1%, Xangai subiu 2,5% e Shenzhen ganhou 2,5%. Taiwan caiu 1,3%, Seul fechou em queda de 1,1%, Manila registrou baixa de 0,8% e Sydney caiu 1,2%. Cingapura fechou em ligeira alta de 0,6%, Jacarta subiu 1,5% Bangcoc caiu 2,6% e Kuala Lumpur recuou 1,1%.
Europa – As Bolsas européias fecharam em alta com o preço do petróleo, que recuou até encostar de novo no patamar de US$ 125, e com o dado sobre pedidos de bens duráveis nos EUA referente a abril.
Londres subiu 0,18%, Frankfurt teve alta de 1,08% e Amsterdã teve ganho de 1,65%. Paris avançou 1,08%, Milão subiu 0,18% e Zurique avançou 0,76%. Madri se valorizou em 0,36%, enquanto Lisboa fechou em baixa de 0,24%.
Nova York – A Bolsa de Nova York fechou em alta pela segunda sessão seguida, após a divulgação de dados de ordens de compra de bens duráveis menos negativas que o previsto para abril: caíram 0,5% em abril, bem menos que a queda de 1,5% esperada pelos analistas. No entanto, ainda parece frágil, preocupada com a recuperação dos preços do petróleo, que aumenta as pressões inflacionárias em um contexto de desaceleração econômica. Os investidores temem que a disparada do cru leve os consumidores a limitar suas compras aos produtos de primeira necessidade.
O Dow Jones Industrial Average (DJIA) subiu 0,36%, enquanto o índice de alto componente tecnológico Nasdaq ganhou 0,22%. Já o índice ampliado Standard and Poor's 500 aumentou 0,40%.
São Paulo – A Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) encerrou o pregão com forte valorização. O mercado acionário recuperou terreno logo pela manhã, com a inflação abaixo do esperado pelo IGP-15. Investidores começaram a realizar lucros no meio do pregão, mas voltaram a comprar próximo ao final das operações, quando voltaram rumores sobre a reclassificação do rating brasileiro. A boa reação se deve à novidade de que a agência de classificação de risco DBRS elevou sua nota de rating soberano do Brasil de "BB" para "BBB", já classificada como nível grau de investimento. Apesar dessa agência não ter o mesmo "peso" do trio Moody's, Standard & Poor's e Fitch, reativou os rumores sobre a revisão da nota de risco de crédito do Brasil.
O Ibovespa, termômetro dos negócios da Bolsa brasileira, teve alta de 3,04%, para 73.153 pontos. O giro financeiro foi de R$ 7,45 bilhões. Um dos destaques do dia foram as ações da Cesp (Companhia Energética de São Paulo), que dispararam 9,60%, para R$ 31,50. O governador de São Paulo, José Serra, negou hoje que tenha entrado em negociações para vender essa companhia, uma notícia de bastidor que deu novo impulso para esses papéis. O dólar comercial foi negociado a R$ 1,656 para venda, em queda de 0,89%. A taxa de risco-país atinge 203 pontos, número 1,93% inferior à pontuação final de ontem (27/05).
América Latina – Dia positivo para as principais praças acionárias latino-americanas, que se recuperaram. Cidade do México teve alta de 0,74%, Buenos Aires se valorizou em 0,84% e Santiago de Chile se elevou em 0,11%. Bogotá fechou em alta de 0,32%, Montevidéu fechou estável aos 0,01% e Caracas fechou em baixa de 0,77%. Fonte: com informações da Reuters, EFE, AFP, Valor Online, Folha de São Paulo, Portal Exame, Lusa, Agência Estado
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Energia 1: Acoes da Brasil Ecodiesel sao afetadas por rumor sobre Petrobras

As ações da Brasil Ecodiesel caíram ontem (27/05) 7,44% na Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) depois de um salto na segunda-feira (26/05), quando os papéis da maior produtora de biodesel do país subiram 11,40% e fecharam a R$