Gestao: Estrategias dos esportistas inspiram mundo corporativo

 

 

Primeira pergunta: Se você estivesse no lugar de Rafael Nadal, como teria enfrentado o quinto e definitivo set da final de Wimblendon diante de Roger Federer? Segunda pergunta: Teria pulado para que lado do gol para deter os pênaltis de De Rossi e Di Natale na partida das quartas contra a Itália na Eurocopa? Terceira pergunta: Como obteria maior rendimento do R-28 se substituísse Fernando Alonso?

 

Não é uma prova de conhecimento esportivo, mas poderia fazer parte dos cursos internos de motivação das principais companhias. O êxito da seleção espanhola na Eurocopa ou de Rafael Nadal em Wimblendon abriram de par em par as portas do mundo empresarial ao esporte, que se converteu no novo método para motivar os empregados. "Os esportistas de elite são uma fonte de inspiração para muitas empresas, que tomam como modelo sua estratégia vencedora e sua forma de canalizar emoções", defende Leonaor Gallardo, autora, juntamente com Juan Carlos Cubeiro, do livro Liderazgo. Empresa y Deporte.

 

A relação entre empresa e esporte deveria estar baseada na reciprocidade. "A principal debilidade do mundo esportivo é que falta gestão e liderança em todas as suas organizações. Precisa de autênticos gestores de talento", aponta Gallardo. O "termostato da Europa", como o define esta professora da Universidad de Castilla-La Mancha, favoreceu uma colaboração mais estreita. "O futebol estabeleceu um marco surpreendente e a chave foi que tanto a equipe, como o técnico, mantiveram a humildade durante todo o campeonato", acrescenta.

 

A humildade, a importância da equipe, a estratégia ou o estado emocional são uma bíblia do êxito para o atleta, de cujos ensinamentos poderiam se imbuir os executivos. Se tiver potencial, aproveite-o. Rafael Nadal proclama que "a sorte não existe" e, em sua luta pelo reinado mundial de tênis, sabe que o trabalho é indispensável para seguir ganhando pontos. Tem a seu favor uma incrível condição física e otimizou sua eficácia ao máximo com um sapato e uma raquete.

 

Mas, o que há de diferente entre ele e os outros esportistas? A atitude. Apesar de sua meteórica carreira cheia de êxitos, o jovem nascido em 1986 não perdeu a humildade. Tem um objetivo, tentar alcançar a primeira posição, mas é consciente de que ainda tem arestas a aparar em relação ao seu jogo. Seu empenho e seu entusiasmo deram a ele um lugar no Olimpo, tal como demonstrou contra Roger Federer em Roland Garros e Wimblendon.

 

Nadal compartilha essa capacidade de sacrifício com muitos esportistas e empresários que, do nada, fizeram uma carreira. É o caso do chef Ferran Adriá, que começou na hotelaria como lavador de pratos. 12+1 é a cifra que identifica o piloto de motos Zamorano Ángel Nieto. É o número de títulos mundiais nas categorias de 50 cilindradas e 120 cilindradas que este ilustre esportista conseguiu, mestre de uma nova geração liderada por Dani Pedrosa, Jorge Lorenzo ou Álvaro Bautista. Quando viu a sua primeira corrida de motos, Nieto se apaixonou tanto por este esporte que não falava em outra coisa e acabou transformando essa afeição em nova profissão.

 

Para ele, seu sonho foi a chave porque tinha uma meta concreta e acaba por não se conformar com menos. Do lado empresarial, esse desafio deve se concretizar na forma de um direcionamento aos objetivos, tal como o economista Peter Ducker formulou há meio século. Um exemplo desta estratégia é a Microsoft Ibérica, uma das empresas preferidas para se trabalhar, que aposta nesta ferramenta para conciliar a vida pessoal e profissional.

 

Na Espanha, somente um de cada seis chefes é um líder capaz de gerar um clima de satisfação, rendimento e desenvolvimento, que ensine a controlar o medo, a ira, a vergonha ou a felicidade, entre outras emoções. E também a comprometer-se com a empresa. Em Mercadona, com mais de 1.100 lojas e 60 mil trabalhadores, destaca-se o nível de produtividade de seus empregados. Qual é o segredo? Contrato indefinido, salário mínimo de €950 e programação anual.

 

Todo o êxito esportivo, seja individual ou coletivo, se fundamenta no trabalho de equipe. No caso de um atleta, seu rendimento será menor se não contar com massagista que desestresse seus músculos ou um treinador que lhe mostre as estratégia de seus rivais. Nos esporte coletivo, acontece a mesma coisa, tal como demonstrou Luis Aragonés e seus meninos na Eurocopa. A lesão de Villa, um dos baluartes, na semifinal, semeou as dúvidas, mas a equipe soube se sobrepor e brilhou contra a Alemanha. Fonte: Gazeta Mercantil

 

 

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Bovespa: Queda de 8,48% faz de julho o segundo pior mes do ano

 

 

Após duas sessões seguidas de elevação, quando acumulou alta de 5,5%, a Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) voltou a fechar em queda nesta quinta-feira (31/07), acompanhando o enfraquecimento das Bolsas nova-iorquinas.

 

O Ibovespa (principal índice da Bolsa paulista) caiu 0,82% no dia, aos 59.505,2 pontos. Com isso, a Bolsa encerrou julho com a segunda maior baixa de 2008, de 8,48%, atrás apenas do desempenho de junho (-10,4%). Neste ano, a Bolsa subiu apenas em fevereiro (+6,7%), abril (+11,3%) e maio (+6,9%). No ano, a Bolsa acumula perdas de 6,86%. O volume financeiro somou neste pregão R$ 5,308 bilhões.

 

Indicadores econômicos ruins nos Estados Unidos e declarações do ex-presidente do banco central americano Alan Greenspan levaram os investidores a novamente se desfazer de ações em países emergentes, entre eles o Brasil.

 

Em Nova York, o índice Dow Jones terminou o dia em queda de 1,78%, o S&P teve baixa de 1,31% e o Nasdaq caiu 0,18%. Os dados do Produto Interno Bruto (PIB) do segundo trimestre e de pedidos de auxílio-desemprego na última semana, ambos nos Estados Unidos, apagaram qualquer resquício da melhora exibida ontem após a divulgação de números mais fortes sobre o setor privado no mercado de trabalho. A economia americana teve expansão de 1,9% no segundo trimestre, abaixo das previsões de 2,3% dos analistas.

 

Não bastasse isso, o Departamento do Comércio dos EUA revisou em baixa o número do primeiro trimestre, de 1% para 0,9%, e também os resultados divulgados entre 2005 e 2007.

 

Já o Departamento do Trabalho anunciou aumento de 44 mil no número de pedidos semanais de auxílio-desemprego, enquanto as previsões eram de que houvesse queda de 8.000.

 

A Bovespa acompanhou o desempenho das bolsas nova-iorquinas, embora, no finalzinho da sessão, tenha tentado se descolar e subir. Por um breve momento, o Ibovespa conseguiu voltar à estabilidade, mas as declarações de Greenspan neutralizaram qualquer tentativa mais forte de recuperação.

 

Segundo ele, o vigor da economia americana é uma surpresa, visto que o fundo do poço para o preço dos imóveis não está visível e a chance de recessão nos EUA ainda esteja na casa de 50%. De acordo com o presidente do BC do país, muito provavelmente o governo vai estatizar as agências hipotecárias Freddie Mac e Fannie Mae.

 

Dólar - O dólar fechou em leve alta nesta quinta-feira, acompanhando a cautela internacional com a economia dos Estados Unidos em um dia de ajustes técnicos no mercado de câmbio.

 

A moeda norte-americana subiu 0,06%, para R$ 1,563. A alta desta quinta não evitou que o dólar terminasse julho com baixa de 2,13%. No ano, a queda acumulada é de 12,04%. Fonte: Agência Estado

 

 

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Investimentos: Renda Fixa lidera com folga rentabilidade em 2008

 

 

A crise financeira internacional, a inflação e o aumento da taxa básica de juros colocaram os investimentos em renda fixa como os mais atrativos deste ano. No acumulado entre janeiro e julho, o Certificado de Depósito Interbancário (CDI) se mostrou o mais rentável do mercado, com alta média de 6,52%. Logo atrás aparece o Certificado de Depósito Bancário (CDB), com rentabilidade de 6,45%.

 

No entanto, nem essas aplicações conseguiram ultrapassar a inflação registrada pelo Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M), que subiu 8,71% de janeiro a julho. Ganharam, porém, do IPCA-15 (indicativo do índice oficial), que acumulou alta de 4,33% nesse intervalo.

 

A caderneta de poupança completa o grupo dos investimentos que deram retorno, com alta de 4,22% nos sete primeiros meses do ano.

 

Já em território negativo, o ouro gerou perda acumulada de 3,93% no período, enquanto o euro perdeu 6,31%. O mercado acionário, representado pelo Índice Bovespa (Ibovespa) mostrou queda de 6,86%, enquanto o dólar, mais abaixo, caiu 12,04%.

 

Se considerado apenas o mês de julho, a liderança permanece com o CDI, que avançou 1,06%, seguido pelo CDB, com alta de 0,95%. A poupança surge mais atrás, com rentabilidade de 0,69%. No vermelho ficaram o ouro (-1,9%), o dólar (-2,13%), o euro (-2,49%) e o Ibovespa (-8,48%). Fonte: Valor Online

 

 

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Aereas: Varig esta entre as que mais atrasam voos, diz pesquisa

 

 

Ao lado da Aerolíneas Argentinas, a Varig está entre as companhias aéreas do mundo que mais atrasaram suas decolagens entre janeiro e junho deste ano, segundo levantamento realizado nos últimos seis meses pela ONG Associação Argentina de Direito do Turismo (Aadetur).

 

Neste período, entre as 90 empresas aéreas dos cinco continentes, que foram analisadas, a Varig ficou no posto 83, com 52% dos seus vôos saindo no horário. Ou seja, os outros quase 50% decolaram com atraso.

 

A Aerolíneas Argentinas ficou no posto 81 - dois à frente da companhia brasileira - com 55% dos seus vôos partindo pontualmente.

 

Neste balanço semestral, as empresas com maior índice de impontualidade, depois da Varig e da Aerolíneas, são as companhias aéreas da Líbia, Argélia, India e Etiópia.

 

Em entrevista à BBC Brasil, o presidente da ONG Aadetur, o advogado Diego Benítez, professor de direito do turismo da Universidade Nacional de La Plata e da Universidade de Buenos Aires, observou que a pesquisa foi realizada antes dos atrasos - de até mais de 24 horas - nos vôos da Aerolíneas, durante os últimos dias.

 

Aerolíneas - Informações preliminares da mesma ONG mostraram, no entanto, que nos primeiros quatro dias de férias dos argentinos (a partir do fim de semana passado), a Aerolíneas Argentinas foi pontual em apenas 35,29% dos seus 102 vôos decolados nesse período.

 

Nesse caso, a avaliação foi feita apenas nos vôos locais da empresa, que incluem Bariloche - um dos destinos preferidos dos brasileiros na Argentina.

 

O mesmo levantamento preliminar ainda não estudou a situação da Varig.

 

"Esse resultado da Aerolíneas é péssimo. Na Europa, por exemplo, o índice de pontualidade das companhias aéreas supera os 70%. Em maio, este indicador foi de 74,6%", afirmou Benítez.

 

Ele disse ainda que o levantamento foi feito a partir das informações das próprias empresas. Segundo o especialista, foram considerados "atrasados" todos os vôos que decolaram 15 minutos depois do horário programado.

 

Entre as dez empresas com maior pontualidade, estão duas latino-americanas - Taca (com sede em El Salvador, que ficou em quinto lugar) e Lan (com sede em Santiago, no Chile, que ficou em nono lugar).

 

Entre as 90 empresas estudadas, a que apresentou melhor performance nesse item foi a Japan Airlines. Nessa lista de pontualidade, as quatro principais foram asiáticas - além da Japan Airlines, aparecem a All Nippon Airways, Korean Air e Singapore Airlines.

 

TAM e Gol - As outras duas companhias aéreas brasileiras - TAM e Gol - apresentaram índices semelhantes de pontualidade. A TAM ficou no posto 61 com 69% de seus vôos saindo na hora. A Gol ficou no posto 67 com 66% de seus vôos decolando no horário marcado.

 

Mas no levantamento sobre cancelamentos dos vôos, a TAM aparece entre as 28 melhores do mundo, com 1% neste item. Já a Gol ficou no posto 71 (também de um total de 90 companhias) com 4% de cancelamentos. A Varig, por sua vez, aparece em 67º lugar com 2% de cancelamentos.

 

Benítez explicou que de acordo com as regras internacionais são considerados "cancelamentos" inclusive aqueles vôos que ganharam mais escalas pelo caminho do que a programação original previa.

 

"Muitos turistas argentinos nos procuram para dizer, por exemplo, que saíram de Buenos Aires para Salvador, na Bahia, com uma escala em São Paulo.Mas ao chegar em São Paulo trocaram de avião e de número de vôo e ainda tiveram que fazer uma escala a mais, antes da aterrisagem no destino final", disse.

 

Segundo Benítez, as empresas européias, por exemplo, evitam fatos assim porque tal atitude as levaria ao pagamento de multas. Fonte: BBC Brasil

 

 

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Telecom: Oi tera que crescer rapido para brigar com concorrentes estrangeiras

 

 

Quando a Telemar foi criada, em 1998, COMO resultado da junção de operadoras telefônicas de 16 estados, havia muita desconfiança em relação ao futuro da empresa. Afinal, seus novos controladores — liderados pelos grupos Andrade Gutierrez, La Fonte e GP Investimentos — não tinham nenhuma experiência em telecomunicações. Ao longo de uma década, porém, a empresa, que hoje reúne sob a marca Oi suas operações de telefonia, internet e entretenimento, consolidou-se — e cresceu. Na telefonia fixa, o número de assinantes passou de 7,8 milhões para 14 milhões. Na telefonia móvel, a Oi foi a primeira a adotar a tecnologia GSM no Brasil, acumulando hoje mais de 17 milhões de clientes do serviço. Na área de internet, fechou o primeiro trimestre com 1,6 milhão de assinantes de banda larga. Nos últimos dez anos, a receita da Oi mais que triplicou, atingindo a marca de 17,6 bilhões de reais em 2007. Ela também terminou o ano passado como uma das mais rentáveis do setor, com um retorno do investimento de quase 15%. O conjunto de indicadores positivos acima da média do mercado a levou à posição de melhor empresa de telecomunicações de 2007.

 

Agora a companhia se prepara para uma nova etapa, a de supertele — como vem sendo chamada a empresa que deverá surgir quando se concretizar a aquisição da Brasil Telecom, por 5,8 bilhões de reais. O polêmico negócio, anunciado no final de abril, ainda depende de mudanças no Plano Geral de Outorgas, a legislação que regula o setor desde a privatização do Sistema Telebrás. Pelas regras atuais, o mesmo controlador não pode ser dono de duas concessionárias. O pedido de alteração das regras já foi aprovado pela Anatel e agora está em consulta pública. Depois, será enviado ao Ministério das Comunicações, que fará suas considerações sobre a proposta. No final, caberá ao presidente Lula editar um decreto com a nova legislação. Todo esse processo poderá se estender até o final do ano.

 

Se tudo correr conforme planejado pela Oi, a supertele deve mudar o desenho do setor no Brasil. A nova companhia terá um faturamento anual da ordem de 30 bilhões de reais e estará presente em todos os estados brasileiros. Será responsável por 56% da telefonia fixa do país, 40% do mercado de banda larga e 17,5% dos assinantes de telefonia celular.

 

O governo sinalizou que é favorável à mudança das regras para promover a união entre a Oi e a Brasil Telecom. A idéia é facilitar a criação de uma companhia nacional forte o suficiente para competir com gigantes estrangeiras, como a mexicana Telmex (que controla a Claro e a Embratel) e a espanhola Telefônica. O maior desafio da supertele brasileira será mostrar que tem poder de fogo para disputar com os grandes concorrentes. “Esse é um setor que exige capital intensivo. Nem depois de alguns anos da fusão a Oi vai chegar a ser metade do que é a Telmex”, diz Ethevaldo Siqueira, consultor da Telequest Telecomunicações. Com 22,9 bilhões de dólares de valor de mercado, a supertele nacional ainda terá um quarto do tamanho do grupo mexicano e um oitavo do tamanho dos espanhóis da Telefônica.

 

A supertele brasileira nasce com uma base de 48 milhões de assinantes, tendo como meta atingir 80 milhões de clientes no Brasil em cinco anos. Mas, para obter a almejada escala e fazer frente às concorrentes internacionais, precisará chegar à marca de 100 milhões ou 110 milhões de assinantes. Para atingir esse patamar, terá de buscar pelo menos 20 milhões de clientes no exterior, explorando sua bem azeitada plataforma em português. “São 250 milhões de pessoas que falam português no mundo, sendo 180 milhões no Brasil, o que significa que temos 70 milhões de potenciais clientes a prospectar lá fora”, diz Luiz Eduardo Falco, presidente da Oi. “Vai ser fácil? Não. Mas estamos prontos para encarar esse desafio.” Fonte: Portal Exame

 

 

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Pequim: Jogos Olimpicos deixarao legado para as proximas decadas

 

 

Pequim renovou o patrimônio histórico, construiu novas atrações, investiu em campanhas cívicas e não poupou esforços de marketing para receber 4,5 milhões de turistas durante os Jogos Olímpicos, entre 8 e 24 de agosto.

 

Os olhos do mundo estão voltados para a capital chinesa em 2008, e Pequim quer continuar brilhando quando a festa dos esportes terminar e a multidão se despedir da China, se tornando destino prioritário no mapa de viagens de qualquer turista ocidental.

 

Infra-estrutura e transportes, hotéis e áreas comerciais, negócios, eventos artísticos e os preparativos para os Jogos Olímpicos multiplicam-se e imprimem ritmo em todas as regiões da cidade.

 

"Os prédios novos: o Estádio Nacional, a piscina olímpica, o teatro nacional e a torre da CCTV, a televisão estatal chinesa, são apelativos para os turistas", disse à Agência Lusa uma funcionária do departamento de marketing da agência de viagens China International Travel Service Limited (CITS), que tem mais de 122 filiais no país.

 

A China investiu cerca de US$ 41 bilhões na transformação urbana da capital, incluindo em estruturas não dedicadas exclusivamente aos Jogos.

 

Entre o início de 2007 e o final de 2008, a oferta de escritórios, áreas comerciais e residenciais vai registrar um crescimento de 52%, 89% e 58%, respectivamente. Só em 2007, surgiram na cidade 2.500 novos quartos de hotel, visando o fluxo de turistas olímpicos.

 

"O mercado do turismo está melhor, os preços vão diminuir e Pequim é, agora, uma cidade internacional", afirmou a funcionária da agência de viagens, citando Barcelona e Sydney como exemplos de cidades que se tornaram mais apelativas depois de organizarem as Olimpíadas.

 

Avaliados em mais de US$ 20 bilhões, os Jogos Olímpicos de Pequim podem ser os mais caros da história, mas várias análises apontam que o investimento trará benefícios - e não um prejuízo financeiro - para a capital chinesa.

 

Um relatório elaborado pela agência de crédito Standard & Poor's frisa que muitos dos investimentos foram aplicados na expansão da linha de metrô, na construção de terminais de aeroporto e de infra-estruturas das quais a cidade vai beneficiar-se no longo prazo.

 

Todos os investimentos vão tornar "Pequim uma cidade mais atraente para os negócios e para o turismo, o que deverá fortalecer o estatuto financeiro da capital chinesa", assegurou Kim Eng Tan, analista da Standard & Poor's.

 

"O custo de ser anfitrião dos Jogos é enorme, mas a sua importância em termos de projeção da imagem internacional da China é óbvia", emendou.

 

De acordo com os especialistas, a indústria do turismo é que mais vai receber benefícios diretos da transformação da cidade para os Jogos Olímpicos e os maiores grupos hoteleiros de Pequim não têm dúvidas de que os turistas ocidentais vão continuar enchendo a capital chinesa depois do evento.

 

"Pequim será um grande centro metropolitano como Londres, Paris e Tóquio", disse à Lusa Zheng Xuejin, administradora do hotel Ritz.

 

"A cidade tem lugares históricos e beneficia agora das novas construções modernas, isso sem dizer que a qualidade do ar está melhor e que o civismo das pessoas de Pequim está melhorando", destacou a responsável.

 

Pequim só vai poder comprovar se tem capacidade para absorver o número extraordinário de quartos de hotel construídos depois dos Jogos, mas a metamorfose da capital e a impetuosa economia chinesa prometem mantê-la entre as cidades mais sedutoras para os ocidentais.

 

A última análise da consultora Ernst & Young realizada com empresários de topo, publicada em junho, avalia que a China é o país que mais atrai o investimento estrangeiro.

 

David Hand, diretor-executivo da imobiliária chinesa Jones Lang LaSalle, disse que "Pequim está no topo de vários rankings das melhores cidades do mundo para visitar, viver e estabelecer um negócio".

 

"O legado dos Jogos Olímpicos vai ser uma contribuição-chave para o sucesso de Pequim na próxima década e daí em diante", considera Hand. Fonte: Agencia Lusa

 

 

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Bovespa: Vale e Petrobras puxam maior alta em dois meses

 

 

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) finalizou o pregão desta quarta-feira (30/07) com forte alta de 3,37%, aos 59.997,64 pontos. O índice foi puxado pela forte recuperação das ações de empresas ligadas a commodities.

 

Foi a maior alta diária em oito semanas e a segunda alta expressiva (ontem, havia fechado com elevação de 2,06%). Na semana, o ganho acumulado é de 4,89%, embora no ano ainda haja perda de 6,09%. O volume financeiro de negócios nesta quarta totalizou R$ 8,5 bilhões.

 

O movimento foi comandado pelo setor de siderurgia e mineração, que teve o terceiro dia de alta e emplacou oito das dez maiores valorizações do índice. A maior alta do Ibovespa no dia foi dos papéis da Usiminas, que subiu 9,15%, negociada a R$ 68. As preferenciais da Vale deram um salto de 5,97% cento, para R$ 41,33.

 

Desta vez, nem a forte alta do petróleo, voltando à casa dos US$ 127 o barril, conseguiu minar a disposição compradora dos investidores. Além disso, a alta do óleo patrocinou avanço de 4,88% das ações preferenciais da Petrobras, que fecharam valendo R$ 36,5.

 

Dólar - O dólar fechou em queda nesta, acompanhando o bom humor da Bolsa de Valores de São Paulo e refletindo movimentos técnicos de final de mês. A moeda norte-americana caiu 0,51%, para R$ 1,562. A divisa já acumula queda de 2,19% no mês.

 

"Lá fora houve uma melhora muito boa e isso facilita a nossa vida. Com a bolsa aqui no Brasil indo para cima de 59 mil pontos, o dólar é para baixo", afirmou João Medeiros, diretor de câmbio da Pioneer Corretora.

 

Nesta quarta-feira, o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) anunciou que irá estender as medidas para aumentar a liquidez nos turbulentos mercados financeiros, o que deu impulso às bolsas de valores.

 

"Com o aumento de juros interno e a manutenção das taxas lá fora, o dólar pode vir abaixo de R$ 1,54", acrescentou o diretor, referindo-se à pressão exercida pelas operações de arbitragem, que lucram com o diferencial entre os juros praticados interna e externamente.

 

O Merrill Lynch divulgou um relatório mostrando que a luta do Banco Central contra a inflação deve pressionar o câmbio no curto prazo. O banco de investimento prevê que o dólar feche o terceiro trimestre a R$ 1,550, mas que volte ao patamar de R$ 1,60 no final do ano.

 

"O fato de o banco (central) ter iniciado um ciclo de aperto monetário antes das expectativas e ter surpreendido o mercado com uma alta acima do esperado reforça a sua credibilidade, dando suporte à moeda no curto prazo", apontou o relatório.

 

Medeiros, da Pioneer, também lembrou que o mercado cambial fica mais movimentado no final do mês por conta da disputa pela última Ptax (cotação média do dólar) do mês, usada na liquidação de contratos futuros. No meio da sessão, o Banco Central realizou um leilão de compra de dólares no mercado à vista e definiu taxa de corte a R$ 1,5615. Fontes: UOL e Reuters

 

 

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Private Equity: Pequenas empresas atraem mais investidores

 

 

O boom do mercado de capitais brasileiro deixou uma herança promissora aos pequenos e médios empresários. Sonhando com a abertura de capital em Bolsa, muitos empreendedores incluíram temas como governança corporativa e capital de risco em seu vocabulário e sofisticaram seus negócios, noticiou o Jornal O Estado de São Paulo.

Agora mais preparados, eles despertam cada vez mais o interesse de investidores de private equity (que compram participações em empresas). Nos últimos meses, novos grupos nacionais e estrangeiros anunciaram estar à busca desses empreendimentos, de Norte a Sul do País.

 

O fundo americano AAI Global Equity foi um dos últimos a desembarcar no Brasil, há pouco mais de seis meses. "O pequeno e médio empresário brasileiro está mais bem preparado", diz Charles Ryan, sócio da Invest Partner, que representa o grupo. "Muitos já têm seus planos de negócios estruturados e até buscaram auditar suas operações. Isso facilita nosso trabalho", afirma.

 

Por isso, diferentemente de seus pares que também chegaram há pouco ao país, como os fundos Carlyle e Actis, o AAI procura pequenas e médias empresas (faturamento anual entre US$ 3 milhões a US$ 15 milhões), para aquisição de uma fatia de 20% a 30%. Eles têm US$ 100 milhões para investir nos próximos anos. Neste mês, o grupo fechou os dois primeiros negócios.

 

E a busca não deve parar por aí. A cada semana - seguindo a rotina dos últimos meses -, os representantes do fundo visitam pelo menos três empresas. Ryan conta que, em algumas regiões, já está difícil encontrar empresários "disponíveis" para conversar. "O mercado em São Paulo está saturado", diz. Por isso, os investidores têm focado, principalmente, na prospecção de companhias no Sul do País.

 

A movimentação do setor também tem mexido com a estratégia do grupo francês Axxon, que começou a atuar no Brasil em 2001 - "quando ainda era preciso explicar ao empresário o que era private equity", diz o sócio José Augusto de Carvalho. A equipe do fundo, que já investiu em sete empresas, reforçou os contatos no Sul. O foco da Axxon são empresas com faturamento anual de US$ 20 milhões a US$ 300 milhões.

 

Segundo ele, a maior concorrência - e crescente disputa dos fundos pelos melhores negócios - é fruto do desenvolvimento das PMEs nos últimos anos. "Elas têm arrumado a casa, pois sabem que assim capturam mais valor na hora de receber um sócio."

 

A companhia carioca Mills, do setor de construção civil, recebeu aporte de um fundo de private equity há um ano. Mas preparava-se para isso há muito mais tempo. Criada em 1952, a empresa familiar começou a profissionalizar sua gestão em 1998.

 

Trocou toda a diretoria - hoje, apenas uma pessoa da família participa da gestão - e contratou auditores externos. "Era a melhor forma de manter o negócio saudável", diz o presidente Ronald Miles. Em 2006, começou a receber propostas de investidores, até fechar com o fundo Axxon, que ficou com participação minoritária na empresa. 

 

Além do avanço de fundos estrangeiros, investidores nacionais também acordaram para os empreendimentos menores. A Master Minds, de Campinas (SP), nasceu em junho para investir em PMEs nas áreas de bens de consumo, comércio e TI. Os investimentos variam entre US$ 1 milhão e US$ 15 milhões. "Os pequenos e médios empresários estão mais maduros. Querem crescer ou simplesmente não correr o risco de serem comprados", diz Juliano Graff, sócio-fundador da empresa. Fonte: PEGN

 

 

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Investimentos: Conheca as acoes mais beneficiadas pela queda das commodities

 

 

Quem manteve os papéis de companhias aéreas em carteira abriu um sorriso de orelha a orelha quando viu o preço do petróleo despencar da casa dos 140 dólares para os atuais 122 dólares. Em dez dias, as ações da Gol saltaram 32% enquanto as da TAM dispararam 26%, refletindo a futura redução nos preços do querosene de aviação, que representa cerca de 40% dos custos das companhias aéreas.

 

No primeiro semestre, o combustível subiu 35% e derrubou a cotação das duas empresas na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Sem conseguir repassar a alta para os consumidores, mais de 40 pequenas companhias do setor anunciaram falência ou pediram recuperação judicial em todo o mundo. O valor das ações da Embraer caiu pela metade, evidenciando as dificuldades de seus clientes. Agora, o movimento se inverte. Em dez dias, as ações da fabricante brasileira de aeronaves subiram 11%, minimizando para 40% as perdas no ano.

 

Com o desaquecimento da economia global, os preços das matérias-primas começam a ceder, beneficiando não só as companhias aéreas mas também petroquímicas e empresas ligadas a alimentos, bebidas e bicombustíveis. Além do petróleo, commodities agrícolas, como soja, milho e trigo estão mais baratas no mercado internacional.

 

Sadia e Perdigão já contabilizam a redução nos custos de alimentação de aves, que equivale a até 30% de suas despesas de produção. “Como havia demanda, as empresas compensaram o aumento de custos elevando o preço dos produtos. Mas tudo tem um limite, e já estávamos chegando lá. Agora, se os preços se mantiverem mais baixos, as empresas devem conseguir uma melhora de margem de lucro”, diz Rafael Cintra, analista da corretora Link.

 

Essa expectativa fez os papéis das companhias subirem mais de 5% nas últimas duas semanas. A Perdigão, que com a compra da Eleva se tornou uma das maiores empresas do país em laticínios, ainda deverá ter mais alguma melhora de margem com a desaceleração do preço do leite, um dos maiores vilões da inflação no primeiro semestre. O produto, juntamente com o trigo e a soja, também deve trazer algum alívio para os custos da fabricante de massas e biscoitos M. Dias Branco.

 

Outra empresa que pode ser beneficiada é a Brasil Ecodiesel. A rentabilidade da empresa depende do preço de aquisição da soja, que caiu junto com o petróleo. Nesse caso, entretanto, as cotações da empresa têm sido prejudicadas pela grave crise decorrente de erros de estratégia e quebra de contratos. Mesmo com a queda da soja, as ações da companhia recuaram mais de 5% nas duas últimas semanas. Já no caso da Brakem, a reação foi contrária. A procura pelas ações elevou em 7,8% as cotações entre 14 e 25 de julho. A petroquímica ganha com a queda na nafta, matéria-prima para a fabricação de plásticos.

 

Longo prazo - As ações de empresas aéreas, de alimentos, de biocombustíveis e petroquímicas só devem manter o ritmo de valorização no longo prazo se o preço das commodities não voltar a subir forte, retomando os patamares recordes. No momento, há uma total falta de consenso sobre a direção a ser seguida pelas commodities. O caso do petróleo é bem ilustrativo. Se por um lado o presidente da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), Chakib Khelil, acredita que o barril pode cair para 78 dólares (linkar com matéria de hoje) "se o dólar continuar se fortalecendo e a situação política (envolvendo o Irã) melhorar”, por outro não faltam analistas que apostam um barril cotado a US$ 200 no futuro próximo.

 

A maioria dos especialistas, entretanto, descarta saltos das commodities tão acentuados como o dos últimos meses devido, principalmente, ao forte desaquecimento da economia americana. Tampouco é provável que as commodities voltem aos patamares de três anos atrás, quando a China não exercia tanta pressão de demanda. O mais provável, dizem os analistas, é que os preços se acomodem num patamar acima da média histórica.

 

Até que se encontre novamente o ponto de equilíbrio entre oferta e demanda, a volatilidade deve permanecer no mercado, motivada também pela ação dos fundos de investimento. “No primeiro semestre, os fundos entraram comprando no mercado e puxaram os preços das matérias-primas. Agora eles estão saindo, derrubando as cotações”, diz a diretora da consultoria MB Associados, Tereza Fernandez. Após esse período de ajuste, entretanto, Tereza acredita que os preços voltarão a subir. “A economia mundial continuará crescendo, ainda que em menor ritmo”, diz. Fonte: Guia do Investidor

 

 

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Data-centers: HP, Intel e Yahoo! vao patrocinar pesquisa cientifica pela internet

 

 

A Hewlett-Packard (HP), a Intel e o Yahoo! anunciaram uma parceria para criar uma estrutura global de data-centers com código aberto para uso em pesquisas científicas com base na internet (cloud computing). O objetivo da iniciativa é promover a colaboração aberta entre indústria, instituições de ensino e governos, removendo para tanto as barreiras financeiras do processo de pesquisa em um ambiente de troca intensiva de informações pela internet.

 

As três gigantes da tecnologia irão construir seis data-centers para pesquisa por internet com entre 1000 e 4000 nódulos (cada nódulo representa uma unidade de processamento ou armazenagem de dados) cada. Eles serão disponibilizados até o final do ano para um grupo de pesquisadores pré-selecionados que irão trabalhar desenvolvendo em escala novas aplicações e mecanismos de segurança e gerenciamento para a internet.

 

A armazenagem de dados que podem ser utilizados nessas pesquisas, assim como o tráfego gerado, tem um custo alto que, até agora, impedia um maior desenvolvimento desse tipo de colaboração online. Poucos projetos têm os recursos necessários para financiar um data-center de tamanho adequado para suportar esse nível de utilização.

 

Segundo as companhias, três desses data-centers ficarão instalados em suas respectivas sedes. Os outros três serão implantados em instituições públicas e de ensino da Alemanha, EUA e Cingapura.

 

"A plataforma de testes em cloud computing da HP, Intel e Yahoo! amplia nosso compromisso com a comunidade global de pesquisa colaborativa, que está fazendo avançar as novas ciências da internet", afirmou o chefe de Pesquisa do Yahoo!, Prabhakar Raghavan. "Com essa plataforma de testes, não apenas os pesquisadores podem testar suas aplicações na escala da internet, mas também terão acesso a sistemas de computação de base para ampliar sua compreensão sobre como os sistemas de softwares e hardwares funcionam no ambiente da internet", completou. As empresas não divulgaram o montante a ser investido nesse projeto. Fonte: Valor Online

 

 

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Varejo: Cafeterias brasileiras entram no mercado asiatico

 

 

No centro financeiro de Tóquio, a poucos metros do Palácio Imperial, uma cafeteria ostenta um vistoso letreiro em português: Café do Centro. Há dois anos, o espaço de 100 metros quadrados foi o primeiro a receber o logo da marca de café dos empresários Rodrigo e Rafael Branco Peres. Apesar de venderem o grão torrado no Brasil e no mundo desde 1995 (quando adquiriram a marca), eles nunca tinham pensado em abrir a própria cafeteria. Decidiram que a primeira loja teria de ser inaugurada no desconhecido mercado japonês, segundo informou o jornal O Estado de São Paulo.

Desconhecido, porém promissor. O Japão é o terceiro maior consumidor de café gourmet do mundo. Não à toa, a rede americana Starbucks tem no país seu maior mercado estrangeiro. 'É um mercado sofisticado, que poderia trazer retorno maior para o negócio', justifica Rafael. Uma xícara de café expresso na loja japonesa custa, em média, US$ 7,00.

 

Mas vender cafezinho do outro lado do mundo - e num país onde o chá é uma bebida muito consumida e cultuada - não foi tarefa simples. Tudo começou com a visita ao Brasil de investidores japoneses do agronegócio, que procuravam uma empresa torrefadora para importar café para seu país. Em uma feira de negócios, conheceram os empreendedores paulistas e a idéia evoluiu para a abertura de cafeterias.

 

Foram cinco anos de negociações até chegarem à inauguração da primeira unidade, que teve investimentos de US$ 1 milhão - metade realizado pelos sócios japoneses e metade pelos primos Rafael e Rodrigo.

 

O desempenho da primeira cafeteria estimulou a abertura de outras na região. O local escolhido foi o sofisticado distrito de Ayoama, um dos metros quadrados mais caros da capital japonesa. Em agosto, deve ser inaugurada uma unidade em Taiwan. Filipinas e outras lojas no Japão também estão nos planos. 'Em dez anos, queremos chegar a 100 unidades na Ásia, que poderá representar 40% do faturamento', sonha Rafael. O Brasil, por enquanto, não aparece no radar da companhia.

 

A Ásia também atraiu outra marca de café brasileira sem nenhuma experiência no varejo. No caso da Café Tiradentes, torrefadora de São Paulo, a oportunidade surgiu na Coréia do Sul, quase por acaso. O gerente de exportação Ricardo Vivanco visitou uma feira no País há cinco anos, de olho no aumento do consumo de café no país. 'A idéia era apenas exportar', conta Vivanco. 'Mas percebi que os coreanos estavam consumindo muito café fora de casa.'

 

O encontro com dois empreendedores locais fez o negócio se concretizar. Duas cafeterias foram abertas em Seul: uma em 2006 e outra no fim de 2007, em um conjunto de escritórios de alto padrão. Vivanco não revela os investimentos nem a participação dos estrangeiros, mas já tem projetos para abrir outras cinco lojas no país.

 

Com a vivência sul-coreana na bagagem, a empresa está mais confiante para abrir a primeira cafeteria no Brasil, prevista para este ano. 'Não conhecíamos os costumes, o gosto, o poder aquisitivo do consumidor de lá e, por isso, tivemos de garimpar todas as informações', diz o gerente. 'Ganhamos uma experiência tremenda.'

 

Para o coordenador-executivo da Associação Brasileira da Indústria do Café (Abic), Cristian Santiago, a estratégia dos empreendedores brasileiros é acertada, pois os asiáticos têm descoberto o consumo 'ocidental' do café - em cafeterias, bares e restaurantes. Além disso, expor a marca nas cafeterias pode ajudar na conquista do varejo local. 'As cafeterias introduzem o hábito no consumidor. Depois, fica mais fácil ganhá-lo nas gôndolas dos supermercados.'

 

Ainda segundo Santiago, ser bem-sucedido no Japão abre portas para os outros países da região. 'O Japão é referencial para a Ásia.' Fonte: PEGN

 

 

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Bens de Consumo: Hypermarcas compra marcas da Revlon, NY Looks e Radical

 

 

A Hypermarcas anunciou a compra de marcas da Revlon no Brasil por US$ 104 milhões. O negócio engloba Bozzano, Juvena, Acquamarine e Campos do Jordão. Com isso, teria se tornado a líder no mercado de produtos de higiene e beleza voltados para o público masculino.

 

Simultaneamente, a companhia também concluiu outro negócio, avaliado em R$ 60 milhões, que envolveu a aquisição das marcas NY Looks e Radical, líderes, em volume de vendas, no mercado de modeladores para cabelos, além dos hidratantes Bia Blanc. O faturamento combinado dos dois negócios foi de aproximadamente R$ 120 milhões em 2007.

 

“Essas aquisições expandem a presença da Hypermarcas para os principais segmentos do mercado de higiene e beleza masculina, nos quais já atuávamos com as marcas de desodorantes Très de Marchant e Avanço”, diz o CEO da Hypermarcas, Claudio Bergamo.

 

A aquisição das marcas Juvena, Acquamarine e Bia Blanc reforça a ação da empresa no segmento de shampoos, condicionadores e cremes para pentear, nos quais já atuava com as marcas Monange e Éh!.

 

As aquisições, somadas à compra da Farmasa, da área farmacêutica, realizada em junho, estão em linha com o objetivo anunciado pela Hypermarcas em seu IPO, de utilizar parte dos recursos levantados em aquisições de empresas e marcas, de modo a montar um portfólio completo em sua quatro unidades de negócios.

 

Com capital de origem brasileira, a Hypermarcas é hoje uma das maiores e mais diversificadas empresas de bens de consumo, nos segmentos em que atua – Higiene e Limpeza, Beleza e Higiene Pessoal, Alimentos e Medicamentos Isentos de Prescrição Médica. 

 

Sua história começou em 2002, e, desde então, com investimentos agressivos montou um portfólio com mais de 65 marcas em todo o país, tais como Assolan, Assim, Etti, Salsaretti, Monange, Paixão, Benegrip, Apracur, Doril, Engov, Gelol, Zero-Cal e Cenoura&Bronze. Fonte: Canal Executivo

 

 

$$ Postado pela Casa do Consultor às 21h23
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Concurso: Inscreva-se no Premio Empreendedor de Sucesso 2008

 

 

Estão abertas até 15 de agosto as inscrições para o 'Prêmio Empreendedor de Sucesso 2008'. Basta clicar aqui e acessar o site. Esta é a segunda edição do prêmio, uma parceria da revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios com o Centro de Empreendedorismo de Novos Negócios da Fundação Getulio Vargas (GVcenn).

 

Nosso objetivo é estimular o empreendedorismo, premiando iniciativas que podem inspirar outros candidatos a empreendedores. São três as categorias: Inovação, Oportunidade e Crescimento, cada uma com um ganhador. A empresa que apresentar o melhor desempenho nas três categorias será a vencedora do prêmio principal, o de Empreendedor de Sucesso 2008.

 

No ano passado, quem levou o título foi a Arizona, de São Paulo, uma empresa que nasceu como gráfica e hoje atua também na área de serviços digitais. Na categoria Inovação venceu a Tecnoblu, de Blumenau (SC), fabricante de etiquetas personalizadas e cheias de estilo. A MZ Consult, prestadora de serviços na área de relações com investidores, de São Paulo, ganhou na categoria Crescimento. E a microempresa Pixeon, desenvolvedora de software da área médica, de Florianópolis (SC), levou a melhor na categoria Oportunidade.

 

Na edição 2007 também foi dado o prêmio hors-concours à Opto, de São Carlos (SP), que desenvolve produtos associando tecnologia óptica à eletrônica. Todas as finalistas tiveram suas histórias retratadas na revista e as campeãs ainda participaram de um debate na Semana de Empreendedorismo da FGV.

 

Podem participar do prêmio negócios constituídos há no mínimo três anos. As empresas selecionadas passarão por um processo de entrevistas com a equipe da revista e professores da FGV. Desse processo resultarão as dez finalistas. Ao longo do mês de outubro, os leitores poderão votar, via internet, naquele que consideram o melhor empreendedor. A definição dos vencedores será feita por um júri técnico e levará em conta a votação on-line, que terá um peso de 25% na escolha dos premiados. Fonte: PEGN

 

 

$$ Postado pela Casa do Consultor às 22h16
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Gestao: Gerenciar pessoas e um terreno fertil para estudos e pesquisas

 

 

A gestão de pessoas é um terreno fértil para estudos, pesquisas e conclusões surpreendentes. Pesquisas revelam que, por trás da burocracia, das folhas de pagamentos, da busca e da avaliação de talento, do treinamento e dos pacotes de remuneração há histórias de pessoas, com suas fraquezas, preferências, inquietudes e aspirações.

 

Há de tudo: algumas vezes, para obter uma promoção, basta conquistar um clube de fãs dentro da organização que impulsionem o líder para a fama que ofereça um posto de direção; e, outras vezes, simples bolachas podem contribuir para que as reuniões sejam mais produtivas. A curiosidade não tem limites.

 

Quer ser promovido ? Converse com seu chefe sem rodeios. A resposta, aparentemente a mais evidente, foi corroborada por um estudo. Nada menos que mil profissionais confirmaram que os espanhóis que buscam promoção acudem a seus chefes em primeiro lugar, com argumentos de peso que sustentam e avalizem suas idéias. Segundo esse estudo, elaborado pela escola de negócios ESCP-EAP, os espanhóis recorrem à lógica mais pura para levar adiante as propostas e, diferente de seus colegas europeus, como não, exploram seu melhor ativo: a própria personalidade.

 

Fazem uso do marketing pessoal, com o objetivo de conseguir melhoras salariais ou escalar postos na empresa. Outros dos estratagemas mais utilizados para galgar postos na empresa são a busca de aliados estratégicos dentro da empresa - um grupo de seguidores como se fosse um clube de fãs - que apóiem suas petições, e o mais arriscado, porém com freqüência mais eficaz: ir direto aos diretores do primeiro escalão e ignorar o chefe imediato, para fazer reclamações e pedidos sem mediadores.

 

O estudo também descobriu outra peculiaridade do caráter dos profissionais espanhóis. Eles preferem receber ordens e as executarem antes de se envolverem na tomada de decisões. "Cabe ao chefe tomar a decisão, eu não me responsabilizo", é uma frase comum nas empresas espanholas, uma situação que contrasta com as organizações do restante da Europa. Além disso, diferentemente de seus vizinhos europeus, os espanhóis confiam cegamente nos relacionamentos pessoais com amigos, familiares e conhecidos quando se trata de fechar acordos ou realizar operações importantes para a empresa sem necessidade de justificar objetivamente essas decisões.

 

Mais da metade dos chefes são habilidosos. Em vez de formar a equipe e coordená-la, eles preferem realizar as tarefas eles mesmos, de maneira que perdem a eficiência e a produtividade; dedicam 40% de suas jornadas de trabalho para tarefas impróprias ao posto, e só cerca de 2% à formação. Esse é o perfil mais comum nas corporações de bombeiros, segundo o estudo da consultora Abantia Group, nas quais o chefe só atua quando a situação é limite. No restante do tempo ele adota uma gestão passiva, permanece inativo à espera do próximo incêndio.

 

Também é habitual encontrar o superman, o cansado e o burocrata. O primeiro é muito ativo, se encarrega do planejamento e da distribuição, é o número um: distribui as tarefas e além disso recebe e dá o treinamento necessário. Os burocratas são obcecados pelo papel e passam a maior parte do tempo fazendo relatórios; e por último, os cansados se caracterizam pela desmotivação total que os leva a passar o tempo de forma improdutiva. São maus companheiros e maus subordinados, e são capazes de ficar 60% da jornada sem trabalhar.

 

Talvez não haja necessidade de demonstrar empiricamente, porque todo o mundo sabe, por experiência própria, quanto tempo se perde nas reuniões. Há quem, em vez da reunião, prefere dedicar seu tempo a investigar por que se perde tanto tempo quando um grupo de pessoas se reúne em torno de uma mesa de trabalho. As conclusões são demolidoras, em vista de um estudo do qual participou o guru e nventor americano Roger Von Oech, que inclusive elaborou o Think Box, uma fórmula para tirar o tédio das salas de reuniões.

 

Segundo a pesquisa, realizada entre um milhar de executivos britânicos, dois de cada cinco funcionários "passam as reuniões sonhando acordados com o jantar ou com vai passar na televisão à noite". Além disso, cerca de 42 passam o tempo das reuniões pensando nas férias, enquanto uma terça parte admite ter dormido durante uma reunião tediosa. Cerca de 35% assinala que, com freqüência, se surpreendem numa atitude de desconectar.

 

Também foram estudados os métodos de distração preferidos para matar o rato da sonolênca: cerca de 59 conseguem ficar acordados desenhando, e 52 recorre a jogos diversos. Curiosamente, 83% dos entrevistados asseguram que preferem manter longas conversações telefônicas com um familiar e prestar atenção só na primeira parte da reunião, que é quando se costuma escutar a informação relevante. Cerca de 73% afirmam ser capazes de prestar atenção se a pessoa que conduz a reunião tem uma voz monótona.

 

Roger Von Oecha elaborou os Think Boxes como solução para evitar o aborrecimento nas reuniões salvando os principais obstáculos que podem fazer com que essas fracassem, como são a perda do objetivo ou a falta de criatividade. Cada Think Box contém salas inspiradoras, desenhadas para fazer os assistentes se concentrarem desde o início da reunião. Também conta com ferramentas para liberar a energia nervosa, prevenir distrações e revitalizar a criatividade durante uma reunião. 

 

Por último, os cartões para pensar oferecem uma perspectiva diferente sobre a questão que se discute. A questão das reuniões e sua efetividade parecem preencher o tempo dos pesquisadores sobre o comportamento humano. Às conclusões anteriores se pode acrescentar as de outras pesquisas, muito mais curiosas. Uma pesquisa realizada pela rede de hotéis Holiday Inn entre um milhar de profissionais do mundo dos negócios revela que as simples e coditianas bolachas podem melhorar a qualidade de uma reunião e influir no comportamento dos diretores de empresas, empreendedores e investidores nas salas de reuniões. Fonte: Gazeta Mercantil

 

 

$$ Postado pela Casa do Consultor às 22h15
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Bovespa 1: Maior alta de julho apos cinco quedas consecutivas

 

 

A desvalorização do petróleo e o dado de confiança do consumidor melhor do que o esperado nos Estados Unidos fizeram com que a Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) interrompesse uma seqüência de cinco quedas.

 

O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, encerrou o pregão na máxima pontuação do dia, aos 58.042,87 pontos, em alta de 2,06%. Na mínima, atingiu 56.869 pontos (estabilidade). Em julho, entretanto, ainda acumula perdas de 10,73% e, no ano, de 9,15%. O volume financeiro totalizou R$ 4,682 bilhões.

 

Como as Bolsas norte-americanas subiram e anularam as perdas de ontem (28/07), os investidores domésticos aproveitaram para ir às compras e se valer de muitas das pechinchas abertas com o tombo deste mês. Vale, siderúrgicas, aéreas e bancos foram os destaques a sustentar os ganhos de hoje da Bolsa paulista.

 

Em Nova York, o índice Dow Jones subiu 2,39%, o S&P avançou 2,33% e o Nasdaq ganhou 2,45%. O impulso inicial para as ordens de vendas veio dos dados melhores do que as previsões divulgados pela Conference Board.

 

O índice de confiança do consumidor dos Estados Unidos subiu a 51,9 em julho, ante previsão de que se manteria estável em 51, enquanto o índice de expectativas passou de 41,4 em junho para 43 em julho.

 

Os números conseguiram anular qualquer impacto que os índices de preços de imóveis Case-Shiller pudessem ter sobre os negócios - os números tiveram quedas recorde em maio na comparação anual - e deram ânimo aos investidores.

 

Mas o vigor das compras foi mesmo sustentado pelo petróleo, que fechou o dia com o menor preço desde 6 de maio. Na Bolsa Mercantil de Nova York, o petróleo terminou em US$ 122,19, em baixa de 2,04%.

 

O temor de desaceleração econômica global - e de conseqüente redução da demanda - deu sustentação para o recuo. Além disso, o presidente da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), Chakib Khelil, afirmou hoje que os preços da commodity podem cair substancialmente. "Se o dólar continuar se fortalecendo e a situação política (envolvendo o Irã) melhorar, então o preço no longo prazo será de cerca de US$ 78".

 

No Brasil, o petróleo mais barato teve efeitos distintos sobre as ações: Petrobras PN caiu, enquanto as aéreas registraram alta, já que combustível mais barato significa menos custos.

 

Petrobras PN cedeu 0,14%, Gol PN subiu 4,66%, TAM PN avançou 2,95%. Petrobras ON, muito menos líquida que a PN, seguiu a tendência de recuperação generalizada vista na Bolsa e subiu, 1,09%.

 

A queda dos metais também não foi empecilho para Vale e siderúrgicas serem opções firmes de compras hoje e avançarem. Vale PNA ganhou 2,23%, Vale ON subiu 2,41%, Usiminas PNA teve elevação de 3,73%, CSN ON registrou alta de 4,51%, Gerdau PN subiu 4,02% e Metalúrgica Gerdau PN, 4,85%. Fonte: Agência Estado

 

 

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Bovespa 2: Empresas de Eike Batista disparam na Bovespa

 

 

As ações das empresas de Eike Batista disparam na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) nesta segunda-feira (28/07) após a divulgação de um comunicado informando que as negociações de venda da IronX para a mineradora Anglo American voltaram a progredir. Às 11h09, os papéis da IronX (IRON3), que estrearam ontem na Bolsa, subiam 24,82% para 26,10 reais. As ações da LLX (LLXL3), empresa de logística que também teve sua estréia nesta segunda-feira na Bovespa, apresentava valorização de 1,75% em seus papéis, cotados a 4,05 reais, após terem atingido a máxima de 5,09 reais. Já a nova MMX (MMXM3) perdia 15,96%, recuando para 15,63 reais.

 

A OGX (OGXP3), petrolífera do grupo, subia 6,65% e reduzia a perda acumulada nas duas últimas semanas. A empresa foi a que mais sofreu o impacto das investigações da operação Toque de Midas, que investiga um suposto esquema de fraude na licitação para concessão da estrada de ferro que liga o município de Serra do Navio ao Porto de Santana, no Amapá. Os papéis, que estrearam na Bovespa há pouco mais de um mês e promoveram a maior oferta pública inicial do mercado de capitais brasileiro, chegaram a perder mais de 50% de seu valor.

 

Segundo a MMX,a Anglo American aceitou os termos e condições de indenização propostos por Eike Batista caso a concessão da estrada de ferro seja suspensa. O empresário “ofereceu uma indenização pessoal, a qual não gerará qualquer obrigação adicional para a MMX, que cobrirá qualquer prejuízo eventual que possa vir a ser incorrido pela Anglo American como resultado da referida investigação”, informa o comunicado. A empresa espera finalizar a operação no dia 5 de agosto.

 

Novas ações - Os acionistas da MMX tiveram suas antigas ações substituídas por três novos papéis: os da nova MMX, que englobará somente os ativos do sistema Corumbá e a MMX Sudeste; os da Iron X, empresa composta pelos sistemas Amapá e Minas-Rio; e os da empresa de logística LLX. A troca foi feita na proporção de 48% IronX, 43% nova MMX e 9% LLX. Após a conclusão da venda da IronX, a Anglo American deve realizar uma oferta pública para recompra dos 36% de participação que encontram-se nas mãos dos minoritários e, assim, fechar o capital da companhia. Fonte: Guia do Investidor

 

 

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Venda Direta: Natura aumenta lucro, mas margem fica inalterada

 

 

Depois de alguns resultados decepcionantes - lucro líquido em queda de 1,7% no primeiro trimestre de 2008 e com crescimento pífio de 0,3% no ano passado - a Natura, fabricante de cosméticos, apresentou o maior resultado trimestral da história. Apesar disso, a relação do resultado com a receita de vendas do período foi a mesma obtida no segundo trimestre de 2007. O lucro líquido da companhia no segundo trimestre do ano cresceu 13,4% na comparação com o mesmo período do ano passado, para R$ 146,7 milhões. O resultado equivale a 16,6% da receita líquida de R$ 883,1 milhões, que subiu 13,4%.

 

A margem é exatamente a mesma do período de abril a junho de 2007 e inferior à do segundo trimestre de 2006, quando a empresa apresentou relação entre resultado e receita de 18,6%. Segundo Uba, a inércia se deve ao aumento dos investimentos da Natura com a sua expansão internacional, que passaram de R$ 10,4 milhões, no segundo trimestre de 2007, para R$ 16 milhões, no mesmo intervalo deste ano. No acumulado do primeiro semestre, o lucro líquido da companhia subiu 7,6%, para R$ 225,6 milhões.

 

A receita líquida de janeiro a junho somou R$ 1,55 bilhão, com alta de 12,2%. De acordo com o diretor financeiro e de relações com investidores, José David Vilela Uba, o bom desempenho pode ser atribuído à estratégia de vendas mais agressiva da empresa.

 

"Os números já expressam os resultados