Gestao: Como chegar as decisoes fundamentais

 

 

Decisões estratégicas são influenciadas pelas personalidades, pelos pontos de vista e interesses dos decisores. Mas isto pode ser gerenciado, ao menos em parte.

 

Todos tendemos a produzir desvios (em relação à racionalidade) em decisões que consideramos racionais. Os desvios mais comuns são o otimismo exagerado em relação às chances de sucesso de um projeto e a aversão a perdas, o que nos conduz a decisões que ignoram riscos relevantes ou a perdas de oportunidades com alta probabilidade de sucesso.

 

Também ocorrem desvios devido a incentivos (muitas vezes implícitos) para que os decisores tenham comportamentos não-alinhados aos interesses da empresa. Por exemplo, alguns projetos são apresentados porque alguém gosta da idéia, gostaria de trabalhar neles ou quer usá-los para avançar na carreira. Podem também ocorrer diferenças significativas de horizonte de resultados: jovens tendem a apostar mais em projetos de longo prazo do que executivos maduros. Não menos freqüentemente, líderes podem vender em demasia o seu ponto de vista, fazendo com que todos deixem de colocar alternativas e objeções cabíveis.

 

Sempre que a nova estratégia requerer uma decisão muito diferente das soluções que a empresa costuma adotar, vale planejar a forma de apresentar esta decisão. Para tal, é útil entender muito bem como a empresa decide:

 

§ As análises e os dados usados tendem a ser precisos e razoavelmente livres de distorções e interpretações subjetivas? O personalismo ou o interesse de grupos está presente em decisões estratégicas?

 

§ Previsões de vendas e rentabilidade variaram muito nos anos anteriores? Por quê? O quanto elas estavam certas ou erradas? Tenderam a ser otimistas ou pessimistas? Defensivas ou agressivas em excesso? Realistas ou irrealistas?

 

§ A estratégia tendeu a mudar de um ano para o outro, ou se manteve ao longo do tempo?

 

§ A estratégia adotada tem coerência interna, ou parece um conjunto de projetos pouco conexos entre si?

 

§ Foram alcançados nos últimos anos objetivos qualitativos relevantes para o alcance de metas estratégicas?

 

§ Ocorreram nos últimos anos aprendizados importantes para o aperfeiçoamento da estratégia?

 

Quando encontrados padrões de decisão inadequados às circunstâncias da empresa é necessário inserir no processo decisório mecanismos que permitam aos decisores experimentarem novas possibilidades de decisão.

 

Para lidar com excessos de otimismo ou a aversão a perdas e riscos podem ser necessários mecanismos de revisão ou de opiniões independentes. Ou providenciar doses de realismo, com a exposição a fatos da indústria, do mercado, da economia internacional e do país. Falamos não apenas de cenários amplos e bem-estruturados, mas colocando os decisores em contato com pessoas renomadas, que tenham visões consistentes sobre as novas realidades no mercado.

 

Dúvidas podem ser dissipadas testando hipóteses com projetos-piloto ou definindo mecanismos de aprendizado e implantação gradual de mudanças. Ou isolando áreas de incerteza maior, e tratando-as em separado. Em geral, também é útil agrupar ações correlatas e que contribuem para o mesmo resultado em um projeto, para melhor tangibilização do que é preciso ser feito. Para lidar com diferenças de percepção de risco, podem ser definidos mecanismos que os reduzam, como parcerias e políticas comerciais. 

 

Finalmente, cuidados na definição da seqüência e do "timing" das iniciativas estratégicas podem fazer a diferença entre a aceitação ou não de uma nova estratégia, e entre a sua execução bem-sucedida e o fracasso. Fonte: Gazeta Mercantil

 

 

$$ Postado pela Casa do Consultor às 21h59
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Bovespa: Blue chips sustentam alta, na contramao de Wall Street

 

 

A influência do repique momentâneo nos preços internacionais de commodities sobre as blue chips Petrobras e Vale sustentou a Bolsa de Valores de São Paulo no azul nesta terça-feira, na contramão de Wall Street.

 

Num dia bastante volátil, o índice chegou a buscar o menor patamar desde agosto de 2007, mas depois se recuperou, até fechar com valorização de 0,59 por cento, aos 53.638 pontos. O giro financeiro de 4,6 bilhões de reais inclui os 130,3 milhões de reais da oferta pública de recompra de ações preferenciais da Tele Norte Celular Participações .

 

A tônica dos negócios foi o recrudescimento dos temores com pressões inflacionárias e possíveis novas perdas relacionadas à crise de crédito nos Estados Unidos, que enfraqueceu o dólar,derrubou as ações de bancos do país e arrastou para baixo os principais índices de Wall Street.

 

"Está crescendo o medo de que novas instituições financeiras norte-americanas possam quebrar nos próximos meses", disse Newton Rosa, economista-chefe da SulAmerica Investimentos.

 

Esse tom negativo pesou sobre diversos setores na Bovespa, incluindo bancos e teles. O índice só não caiu porque as cotações de matérias-primas se recuperaram com a queda do dólar, alavancando os ganhos das ações de maior peso no Ibovespa.

 

Os papéis preferenciais da Petrobras subiram 3 por cento, para 32,63 reais, com a terceira maior alta do índice. As preferenciais da Vale cresceram 1,5 por cento, cotadas a 35,43 reais.

 

Pelo segundo dia consecutivo, houve disparada de OGX Petróleo e Gás . Após a disparada de 22 por cento na véspera, o papel subiu mais 7,1 por cento nesta terça-feira, a 660 reais, depois de relatórios do JP Morgan e da corretora Itaú traçarem um horizonte positivo para a companhia.

 

Na ponta contrária do Ibovespa, as companhias aéreas foram abatidas pela mesma alta do petróleo que ajudou OGX e Petrobras. A pior do dia foi a preferencial da Tam, recuando 3,9 por cento, para 32,68 reais. Fonte: Reuters

 

 

$$ Postado pela Casa do Consultor às 21h58
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Nova Bolsa: Recuperacao das acoes depende da melhoria do cenario mundial

 

 

Desde que a crise financeira mundial explodiu, com o problema das hipotecas americanas de segunda linha, alastrando-se depois para uma crise generalizada de crédito que levou grandes bancos a registrar prejuízos monumentais, as principais bolsas de valores oferecem aos investidores emoções dignas das melhores montanhas-russas. E quem investiu nas ofertas públicas iniciais (IPOs, na sigla em inglês) da Bovespa Holding e da BM&F não escapou ileso. Desde a listagem desses papéis no pregão, seus detentores amargam pesadas perdas. E, para os analistas, somente o fim dos solavancos do mercado financeiro mundial será capaz de melhorar a cotação dos papéis – algo que poucos se atrevem a prever quando ocorrerá. “Pensamos que uma possível reversão de sua contínua desvalorização está condicionada a uma melhora do cenário macroeconômico global, assim como da liquidez dos mercados”, afirma a corretora Planner, em relatório.

 

A Bovespa Holding estreou em seu próprio ambiente de negócios em 26 de outubro do ano passado. Desde então, suas ações ordinárias (BOVH3, com direito a voto) acumulam uma queda de 37,35%, se considerado o preço de distribuição de 23 reais, e de 58,81% sobre os 34,99 reais com que fechou o primeiro pregão de que participou. Com a BM&F (BMEF3), não foi diferente. Suas ordinárias já perderam 49,75% sobre o preço de distribuição (20 reais) e também 58,81% sobre os 24,40 reais com que estrearam na bolsa, em 30 de novembro.

 

O ritmo de queda das duas ações foi mais intenso do que o Ibovespa, principal indicador da bolsa paulista. Considerando o fechamento desta sexta-feira (15/8), 54.244 pontos, o índice acumula desvalorização de 13,91% desde a estréia da BM&F, em novembro, e de 15,61% desde que a Bovespa Holding começou a ser negociada, em outubro.

 

Pressão mundial - A cotação desses papéis é um termômetro da turbulência mundial. A aversão ao risco dos grandes investidores internacionais, a saída de capital estrangeiro da Bovespa, a freada dos IPOs e a própria desvalorização do Ibovespa são fatores que pesam no desempenho dos papéis de quem, afinal de contas, mantém o ambiente brasileiro de negociação e tem sua receita vinculada às taxas e emolumentos cobrados pelas transações.

 

Se servir como consolo, o problema também angustia investidores nos principais centros financeiros do mundo. As ações da Bolsa de Chicago – a segunda maior do mundo -, por exemplo, despencaram 48% neste ano na Bolsa de Nova York. “Acreditamos em melhora das ações [da BM&F Bovespa] apenas quando o quadro externo do mercado melhorar”, afirma a corretora SLW.

 

Em segundo lugar - A fusão da BM&F com a Bovespa, anunciada em março e aprovada pelo Cade, sem restrições, em julho, criará a terceira maior bolsa de valores do mundo, atrás apenas da Bolsa de Frankfurt, na Alemanha, e da Bolsa de Chicago, nos Estados Unidos. Mas o mercado só começará a incorporar esse fato ao preço das ações após a estabilização mundial, segundo os analistas. “A partir de então, os investidores priorizarão o fato de que a integração das bolsas proporcionará não só ganhos de sinergia, mas também dará maior musculatura à bolsa brasileira para fazer frente ao crescimento dos negócios com renda variável no mundo”, afirma a SLW.

 

Se isto é um consenso entre os analistas, o mesmo não se pode dizer da recepção aos resultados do segundo trimestre divulgados pela BM&F Bovespa. A avaliação vai de neutra a negativa, passando por quem destaque a melhoria das margens, apesar de uma desaceleração dos resultados.

 

Entre abril e junho, a BM&F Bovespa obteve receita líquida de 434 milhões de reais, 30,2% maior que a do mesmo período de 2007. As despesas operacionais recorrentes subiram 40,1%, para 147 milhões, e o lucro líquido recuou 6,1%, para 165 milhões, devido ao pagamento de 81 milhões de reais pela fusão com a Bovespa Holding. Para a corretora Ativa, o resultado foi neutro, pois o aumento da receita líquida foi neutralizado pela expansão das despesas operacionais na mesma proporção.

 

Para a Planner, o destaque positivo foi a melhoria da margem operacional, que subiu de 57,8% para 66,2% na comparação trimestre a trimestre. Já para a SLW, a principal surpresa foi negativa: um empréstimo de 500 milhões de reais em maio, com prazo de três meses e custo de 109,2% do CDI, cujos recursos foram usados para pagar as ações resgatáveis da Bovespa Holding. O fato é negativo por duas razões: não foi informado ao mercado à época, e foi tomado apesar de a BM&F Bovespa contar com um caixa de 3,8 bilhões de reais.

 

Na sexta (15/8), a BM&F Bovespa também anunciou que a ação da nova companhia (BVMF3) começará a ser negociada no pregão em 20 de agosto. O novo papel substituirá os atuais (BOVH3 e BMEF3). Fonte: Portal Exame

 

 

$$ Postado pela Casa do Consultor às 21h56
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Varejo: Ponto Frio fecha lojas e busca clientes de classe media

 

 

A Globex, controladora da rede Ponto Frio, vai acelerar o processo de fechamento de lojas que apresentem baixa performance de vendas e rentabilidade, disse em teleconferência com analistas financeiros o diretor presidente da companhia, Manoel Amorim. Segundo ele, essas lojas serão substituídas por outras localizadas em regiões onde as classes A, B e C representem mais de 50% entre o público consumidor potencial.

 

"Vamos começar a focar na classe média emergente", afirmou Amorim. O executivo argumentou que o aumento na taxa básica de juros, a partir de abril, elevou a base de clientes inadimplentes, afetados pela menor disponibilidade de recursos, em função da inflação dos alimentos. "As empresas com foco na baixa renda vão sofrer de forma mais acentuada os efeitos da inflação", disse. 

 

Segundo o executivo, a nova campanha publicitária, que deverá entrar no ar nos próximos dias, já vai refletir a mudança de perfil da empresa, com anúncios de produtos com prestações acima de R$ 100. No segundo trimestre, a receita bruta com as vendas cresceu 10,1% e a área de compras aumentou 4,1% em relação ao mesmo período de 2007, totalizando 323,4 mil m². De abril a junho foram inauguradas 5 lojas e fechadas outras 5, mantendo a cadeia de 437 lojas. Amorim disse que pelos menos 30 lojas devem ser abertas até o fim do ano. Fonte: Agência Estado

 

 

$$ Postado pela Casa do Consultor às 21h54
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Imoveis: Brasileiros construirao Pao de Acucar nos Emirados Arabes

 

 

Os Emirados Árabes vão ganhar o primeiro empreendimento imobiliário brasileiro de grande porte. O Brazilian Town terá o mesmo estilo nababesco característico da vizinha Dubai, mas será construído em Ras Al Khaimah. O complexo imobiliário terá o mesmo formato do morro carioca Pão de Açúcar, com direito até a bondinho para a chegada ao topo.

 

O empreendimento será voltado para empresas brasileiras que possuem interesses nos Emirados Árabes e começa a ser construído em janeiro do próximo ano, com previsão de conclusão em dezembro de 2010. Serão 197 flats, 394 escritórios, 76 lojas, quatro cinemas, dois restaurantes, dois auditórios, um supermercado e um business center, com um valor geral de vendas estimado em 750 milhões de dólares.

 

Preocupados com o futuro fim das reservas de petróleo, os Emirados Árabes têm feito enormes investimentos para entrar no mapa turístico mundial. O maior expoente é o hotel Burj Al Arab, o mais luxuoso do mundo. As diárias variam de 2 mil a 13,6 mil dólares, mas os hóspedes têm direito até a traslado de helicóptero do aeroporto ao hotel. Entre as obras gigantescas na cidade também há o The World, arquipélago artificial com o formato de um mapa-múndi orçado em 1,8 bilhão de dólares. A cidade também está construindo um novo aeroporto, o Dubai World Central International Airport, planejado para ser o maior do mundo, com capacidade para 120 milhões de passageiros por ano.

 

O Brazilian Town é uma parceria entre os empresários brasileiros Jorian Morais e Jonathan Macedo com o próprio xeque do emirado de Ras Al Khaimah, Mohammed Bin Saqr Al Qassimi, e com o diplomata, Mohammed Hassan. O potiguar Jorian Morais é diretor da JAM Empreendimentos, empresa que atua no mercado de construção de obras públicas. Já Jonathan Macedo é diretor da MP Engenharia, que constrói hotéis e casas em Brasília. A comercialização ficará a cargo da brasileira Cecília Reinaldo, que é sócia-diretora da High Society Properties, uma das maiores imobiliárias de Dubai. Fonte: Portal Exame

 

 

$$ Postado pela Casa do Consultor às 21h53
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Fusao: Banco do Brasil incorporara Nossa Caixa ate novembro

 

 

O Banco do Brasil (BB) está em fase de ajustes finais em suas análises sobre o valor dos ativos do Banco Nossa Caixa e nas próximas semanas deverá iniciar negociações de preço com o governo do Estado de São Paulo, controlador da instituição que o BB espera incorporar ainda este ano, conforme disse o seu presidente, Francisco Lima Neto, na última sexta-feira, na capital paulista, onde apresentou os resultados do primeiro semestre do banco.

 

Lima Neto afirmou que o BB "está bem aparelhado" para iniciar as negociações. A análise dos documentos, números e informações sobre a Nossa Caixa foi finalizada no último dia 5 de agosto. Apesar de reconhecer que a transação é mais complexa do que a incorporação do Banco do Estado de Santa Catarina (Besc) - que ele espera finalizar em setembro, no mais tardar outubro -, por causa do volume de ativos e do tamanho da operação da Nossa Caixa, Lima Neto informou que o BB trabalha para chegar a um acordo até o final de novembro. O plano é que a proposta seja encaminhada para a Assembléia Legislativa de São Paulo, que tem de aprovar o negócio, antes que entre em recesso de final de ano.

 

Se incorporar o banco paulista, o BB fará emissões primárias de ações para o pagamento da transação, disse Aldo Luiz Mendes, vice-presidente de finanças, mercado de capitais e relações com investidores da instituição, que analisa também a compra do Banco do Piauí, processo ainda em fase inicial, mas que deverá ser semelhante ao do Besc, informou. Também estão no início as conversas para a incorporação do Banco de Brasília.A aquisição de bancos públicas é parte da estratégia de crescimento do BB para se manter na liderança do mercado financeiro brasileiro. No primeiro semestre deste ano, os ativos totais do banco somaram R$ 416,5 bilhões e o patrimônio líquido ficou em R$ 26,37 bilhões. Fonte: Gazeta Mercantil

 

 

$$ Postado pela Casa do Consultor às 21h51
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Gestao: Nao basta ter sorte, e preciso ajuda-la

 

 

Descobri o franchising nos anos 1970, quando cursava o mestrado em Direito na New York University. Saído de Santos para Manhattan, me vi, numa manhã especialmente gelada, escolhendo as poucas matérias eletivas que iria cursar. Rato de praia e com apenas 23 anos de idade, optei pelas que me permitiriam dormir até mais tarde. Dei sorte: foi numa dessas aulas que tive meu primeiro encontro com os contratos de franquia.

 

Embora formado em Direito, sempre apreciei livros e artigos sobre marketing. E já naquela altura sabia que precisava me diferenciar dos milhares de outros advogados que atuavam no Brasil. Ou encontrava um nicho de mercado, ou seria apenas mais um. Defini que aquele seria o meu nicho e voltei ao Brasil disposto a me tornar o primeiro especialista em franquias daqui.

 

No Brasil de 1978 não havia muitos franqueadores. Isso tornava mais difícil a execução do meu plano de viver de franquia. Mas sempre tive muita sorte na vida. Deus colocou no meu caminho um monte de pessoas certas e, por meio delas, me criou muitas oportunidades. Assim, por indicação de um cliente, fui eleito diretor jurídico da Associação Brasileira de Anunciantes. Um de meus colegas de diretoria era Marcos Cobra, professor da Fundação Getulio Vargas (FGV), que na época ajudava Milton Mira, da Editora McGraw-Hill, a organizar uma coleção de livros de marketing escritos por brasileiros. E me indicou para redigir o volume sobre os "Aspectos Jurídicos do Marketing no Brasil".

 

Milton pediu que eu redigisse um dos capítulos, para ver se eu levava jeito. Escolhi o que tratava dos aspectos jurídicos do franchising e caprichei. E logo concluí que era apenas sobre isso que queria escrever. Sugeri trocar o projeto inicial por um livro apenas sobre franchising. Milton topou e, em 1988, publicou meu primeiro livro, "Franchising – Uma Revolução no Marketing".

 

Enquanto trabalhava no livro, escrevi uns tantos artigos que enviei às redações de diversos jornais, incluindo a Gazeta Mercantil. Um deles foi lido por Marcos Gouvêa, na época executivo das Lojas Arapuã. E ele, que tinha planos de criar uma rede de franquias, me pediu ajuda para conhecer algumas das poucas operações do gênero existentes no Brasil. Promovi um encontro dele e meu com Edson D’Aguano, então responsável pelas franquias Ellus, para trocarmos idéias.

 

O papo foi tão bom que passamos a nos encontrar uma vez por mês para conversar sobre franchising. Aos poucos, fomos agregando novos convidados. E, depois de alguns meses, eu e mais oito integrantes desse grupo criamos a Associação Brasileira de Franchising. 

 

A partir daí, o franchising explodiu no Brasil, e eu pude atuar como consultor e, durante muitos anos, viver apenas de franchising, como queria. Tive sorte? É claro que sim. Mas fiz minha parte para ajudar a sorte. No Brasil de 1978 não havia muitos franqueadores. Isso tornava mais difícil a execução do meu plano, de viver de franquia.  Fonte: Marcelo Cherto para a Gazeta Mercantil

 

 

$$ Postado pela Casa do Consultor às 22h40
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Bovespa: Depois de 4 quedas seguidas, Ibovespa volta a subir

 

 

A alta dos metais e do petróleo deu gás aos papéis de Vale, Petrobras e siderúrgicas, impedindo que a Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) acompanhasse Nova York e caísse. Foi a primeira alta da Bolsa depois de quatro quedas seguidas.

 

Os ganhos, entretanto, foram tímidos: o Ibovespa, principal índice, terminou o dia (13/08) em alta de 0,13%, aos 54.573,18 pontos, e reduziu as perdas de agosto para 8,29% e as de 2008 para 14,58%. O índice oscilou entre a mínima de 54.035 pontos (-0,86%) e a máxima de 55.492 pontos (+1,81%).

 

O vencimento de índice futuro também ajudou a engrossar as ordens de compras principalmente das blue chips (ações de primeira linha), garantindo o primeiro fechamento em alta após quatro tombos. O giro na Bovespa somou R$ 11,735 bilhões, engrossado pelo vencimento de índice futuro e opções sobre Ibovespa.

 

O exercício de opções sobre Ibovespa movimentou R$ 3,251 bilhões e foi o maior desde 12 de dezembro de 2007, quando o giro alcançou R$ 3,784 bilhões. No último vencimento, em 18 de junho, o movimento foi de R$ 2,808 bilhões.

 

As ações da Petrobras foram destaque do pregão, com giro forte e aceleração firme, apesar das declarações dadas ontem pelo presidente Lula a respeito das reservas da camada pré-sal.

 

Os papéis exibiram queda forte na abertura, mas ela foi sendo devolvida com a alta do petróleo no mercado externo e o vencimento futuro.

 

Mas a idéia do governo de criar uma empresa para explorar a área limitou os ganhos da estatal, segundo os operadores. Assim mesmo, as ações tiveram bom desempenho: Petrobras ON subiu 2,61% e PN avançou 2,06%.

 

O petróleo teve uma alta robusta hoje por causa, principalmente, dos estoques do produto menores do que o previsto nos Estados Unidos.

 

Na Bolsa Mercantil de Nova York, o barril terminou em alta de 2,65%, aos US$ 116, prejudicando as já enfraquecidas bolsas norte-americanas. Os metais em alta também pesaram por lá, assim como os sinais de desaceleração econômica no Japão e Reino Unido, os indicadores econômicos fracos divulgados hoje e também notícias ruins do setor financeiro.

 

Nas Bolsas de Nova York, o índice Dow Jones terminou o pregão em baixa de 0,94%, o S&P recuou 0,29% e o Nasdaq terminou com variação negativa de 0,08%.

 

As bolsas asiáticas e européias já haviam caído, depois que Japão e Reino Unido apontaram sinais de enfraquecimento econômico, e isso acendeu o sinal amarelo para as estimativas de PIB que Alemanha, França e zona do euro divulgam amanhã.

 

Isso deve transformar a quinta-feira num dia igualmente difícil, que ainda contará com a divulgação do índice de preços no varejo norte-americano (CPI, na sigla em inglês).

 

As ações da Vale terminaram hoje o pregão em alta de 4,58% as ON e 2,77% as PNA. Siderúrgicas acompanharam o movimento: Gerdau PN avançou 1,78%, Usiminas PNA, 0,73%, CSN ON, 3,47% e Metalúrgica Gerdau PN, 1,86%.

 

Bancos, no entanto, acompanharam os equivalentes norte-americanos e caíram: BB ON perdeu 2,75%, Bradesco PN, 0,30%, Itaú PN, 1,99% e Unibanco Units, 0,68%. Fonte: Reuters

 

 

$$ Postado pela Casa do Consultor às 22h39
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